Caso 3: Comunidades tradicionais de Formosa do Rio Preto- BA

“As comunidades tradicionais, que por séculos habitam terras rurais, embora não tenham escritura delas, estão protegidas pela lei brasileira. No entanto, vários grileiros de elite, desde pecuaristas a grandes empresas do agronegócio, têm usado de intimidação e outros métodos para tomar as terras comunitárias.

As comunidades rurais em Formosa do Rio Preto, na Bahia são um exemplo disso. Elas estão em conflito com a Agronegócio Condomínio Cachoeira do Estrondo, uma empresa de agronegócios que, segundo os moradores, confiscaram ilegalmente suas terras que margeiam o Rio Preto. Recentemente, um tribunal estadual decidiu a favor das comunidades, ordenando a devolução das terras e o pagamento de multas.

Porém, as comunidades dizem que a Estrondo, que tem um histórico documentado de grilagem na Bahia, manteve suas táticas de intimidação, escavando recentemente uma trincheira de quase 3 km para impedir a circulação de pessoas e rebanhos locais; além disso, usou uma empresa de segurança privada e a força policial para tomar a torre de telefonia celular da comunidade de Cachoeira”.

 

Fonte: Milhorance, F. Cerrado: comunidades tradicionais conseguem reaver terras tomadas por uma empresa de agronegócio. Mongabay, 13 de set. de 2018. Disponível em: <https://brasil.mongabay.com/2018/09/cerrado-comunidades-tradicionais-conseguem-reaver-terras-tomadas-por-uma-empresa-de-agronegocio/>. Acessado em: 22 de maio de 2020.

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