Chácara Saudosa Maloca
Victória Rossa Fuzaro

Victória foi morar no Lago Oeste em agosto de 2020, chegou no terreno do seu companheiro um mês depois de tudo pegar fogo. Com isso, iniciaram a implantação  de alguns Sistemas Agroflorestais para recompor a paisagem que ela estava inserida. Ela relata que a falta de recurso pode ser um empecilho para fazer esse trabalho acontecer, porque no caso deles, precisaram comprar até cobertura de solo já que todo o capim e outras matérias orgânicas também haviam queimado. Desde então, eles já conseguiram plantar 60% da terra por meio das agroflorestas, reflorestando o ambiente e conciliando com a produção de alimentos.

 

A partir desses Sistemas Agroflorestais, Victória diz que já colheu figo, goiaba, mutamba, calabura, bacupari, gueroba, murici, sempre-viva, banana, pitanga, abóbora, tomates, repolho, pimentas, jiló, entre muitas outras. Ela também informou algumas espécies nativas que já estavam presentes na propriedade, como a sempre-viva, carvoeiro, catuaba, bate caixa, pau terra, pau terrinha, tucuneira, barbatimão, mulungu e mutamba.

 

Para ela, as vantagens de poder implantar uma agrofloresta caminham entre a prática do cuidado, trazer mais vida e animais, se alimentar de comida orgânica, produzir alimentos beneficiados e diminuir o enorme calor do Cerrado.

 

A partir dos sistemas, Victória e seu companheiro passaram a ter excedentes para venda, algo que não havia acontecido antes. Além disso, ela também possui um SAF de plantas medicinais, o que auxilia na produção de seus próprios remédios e, também, dos cosméticos naturais e agroecológicos que são vendidos. O Cerrado precisa justamente desse empenho e dedicação para continuar firme e resiliente, como ele aprendeu a ser. Obrigada por tanto, Victória

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