CSA Paulo Freire
Tânia Aguiar

Tânia, integrante do MST – Movimento Sem Terra, ocupou seu terreno no ano de 2011 e só foi para dentro do lote em 2015. Aprendeu muito sobre agroflorestas nas vivências com o próprio MST e implantou uma com a ajuda do marido e seus dois filhos. Hoje, eles fazem parte da CSA – Paulo Freire, que já se encontra muito bem estabelecida e, ainda por cima, conseguiram ajudar no desenvolvimento da CSA – Ana Primavesi. No início, a terra se encontrava totalmente degradada, com o solo bem ácido e muitos tocos de eucalipto.

 

Com isso, houve muita luta e dedicação dessa família para restabelecer o Cerrado por meio dos Sistemas Agroflorestais.

Tânia informou a presença de algumas espécies nativas em sua propriedade, como: ipê, baru, jatobá, aroeira, araçá, barriguda e muito mais. Plantas que se desenvolveram sozinhas ou foram consequências de um processo de cultivo conhecido por muvuca, onde várias sementes nativas e exóticas são misturadas e plantadas de uma só vez. Ela diz se preocupar muito com a plantação de espécies nativas, principalmente por estar localizada em cima de um lençol freático.

 

A dificuldade relatada por Tânia para a manutenção das agroflorestas diz respeito à mão de obra. Mesmo assim, ela e sua família seguem trabalhando e levando mais qualidade de vida para eles e seus clientes, com alimentos sem agrotóxicos. Essa movimentação, que envolve manter o Cerrado de pé, tem tudo para continuar dando bons frutos. A gente só agradece pelo carinho, disposição e a luta constante!

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