Sociedade do Bem Viver
Maria Rosa de Souza

“A gente vê a diferença na terra, na plantação, vê a diferença em tudo!”

 

Com quase três anos acompanhando sua agrofloresta, Maria Rosa demonstra estar muito encantada com os resultados que esse sistema tem trazido para sua roça. E tudo começou com um projeto conhecido por Sociedade do Bem Viver, que está desde 2019 movimentando estratégias que conectem o campo, a floresta e a cidade por meio do bem viver e da agroecologia. Maria Rosa relatou que algumas pessoas desse projeto apresentaram não somente a possibilidade dela ter a sua própria agrofloresta, mas trouxeram insumos, mão de obra e perspectiva de futuras vendas. 

 

Quando ela e seu marido chegaram na terra, localizada no Assentamento Canaã, também precisaram ocupar por cinco anos até que o direito de permanecer se efetivasse. Por lá, só havia capim mombaça e poucos pequizeiros, por isso, ter chegado essa informação e reforço a respeito dos Sistemas Agroflorestais, foi equivalente a um presente muito generoso entregue para Maria e sua família.

 

Esses são alguns dos alimentos que já são colhidos na agrofloresta: banana, manga, maracujá, limão, laranja, acerola, graviola, angico, eucalipto, romã, cacau, mandioca,  amora, mamão, moringa, goiaba e jabuticaba. E algumas espécies nativas, como o baru, jatobá, pequi, buriti, entre outras. É uma riqueza danada! O Sistema Agroflorestal de Maria também não deixa mais sua cisterna secar, aproxima muitos animais e é responsável pela sobrevivência dessa família.

 

Maria diz que a única dificuldade para eles é a questão da energia ser fraca, porque em relação ao trabalho na roça, ela diz estar muito acostumada. Que esse trabalho continue existindo, inspirando e reerguendo o Cerrado e as pessoas que moram nele. Gratidão Maria e Sociedade do Bem Viver!

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