Agricultura sintrópica

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A agricultura sintrópica trabalha com a recuperação pelo uso, ou seja, o estabelecimento de áreas altamente produtivas e independentes de insumos externos tem como consequência a oferta de serviços ecossistêmicos, com especial destaque para a formação de solo, a regulação do microclima e o favorecimento do ciclo da água.

Trabalhar a favor da natureza e não contra ela, associar cultivos agrícolas com florestais, recuperar os recursos ao invés de explorá-los e incorporar conceitos ecológicos ao manejo de agroecossistemas são algumas das características da sintropia, embora não sejam exclusivas. Variações desses fundamentos podem estar associados respectivamente à permacultura, à agrofloresta, à agricultura regenerativa e à agroecologia, por exemplo.

O sistema é constituído por um conjunto teórico e prático de um modelo de agricultura desenvolvido por Ernst Götsch, no qual os processos naturais são traduzidos para as práticas agrícolas tanto em sua forma, quanto em sua função e dinâmica. Nele o plantio é orientado pela sucessão natural e pela estratificação, respeitando a função ecofisiológica de cada componente e garantindo que sejam plantadas, desde o início, todas as espécies que irão compor os níveis dos sistemas de placenta, de acumulação e de abundância ou escoamento.

Estes são alguns exemplos dos fundamentos básicos da teoria criada por Ernst Götsch que sustentam e orientam a prática. Ernst Götsch é um agricultor e pesquisador suíço, criador do conjunto de princípios e realizações. Götsch desenvolveu uma agricultura que concilia produção agrícola e recuperação de áreas degradadas, baseada em processos que mimetizam a regeneração natural e os processos sintrópicos da vida no planeta.

 

 

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