Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais do Distrito Federal (PPCIF)

A ação humana é a maior responsável pelos incêndios florestais, seja de forma intencional ou por negligência. A informação é do Corpo de Bombeiros do DF.

Por isso, é necessário que a população adote medidas preventivas ou colabore na comunicação dos focos de incêndio no cerrado. Nesse sentido, os órgãos do governo integrantes do PPCIF iniciaram campanha para que o cidadão brasiliense tenha as informações necessárias, mude sua atitude em relação às causas do incêndio e também colabore na mobilização pela contenção dos focos na vegetação.

Você pode colaborar no combate às queimadas.

Quem evita jogar guimbas de cigarro no chão, principalmente mal apagadas ou nas margens das rodovias e gramados, já está colaborando. 

Outra forma de participar da redução dos incêndios é não acender velas no mato quando for realizar rituais religiosos, por exemplo. 

Em vez de colocar fogo no lixo, o brasiliense pode depositar os restos de folhas e galhos secos em uma cova. 

Ao fazer uma fogueira, limpe a área ao redor e lembre-se de apagar o fogo antes de deixar o local. 

Colabore e comunique a ocorrência dos incêndios ao Corpo de Bombeiros (CBMDF) pelo número 193

Vários são os fatores que influenciam o comportamento dos incêndios florestais e devem ser considerados no planejamento de ações de prevenção e combate. São eles, basicamente:

 

Vento: Sua direção e velocidade determinam a forma, a direção e a velocidade de propagação do incêndio, sendo uma das principais preocupações dos combatentes. Mudanças repentinas na direção dos ventos comumente colocam em risco a equipe de combate.

Material combustível (vegetação): As características da vegetação influenciam na velocidade de propagação do incêndio e na produção de calor. Combustíveis leves geram incêndios muito rápidos, mas com baixa produção de calor (exemplo: gramíneas). Combustíveis pesados (troncos, por exemplo) geram queimas lentas, mas extremamente quentes. A continuidade horizontal dos combustíveis acelera o avanço do incêndio, enquanto vegetação descontínua o retarda. Já a continuidade vertical favorece a ocorrência dos incêndios de copa.

Topografia (inclinação do terreno): Incêndios que progridem morro acima são extremamente mais rápidos e perigosos que aqueles que avançam morro abaixo, conseqüência do pré-aquecimento da vegetação à frente pela corrente de ar produzida pelo próprio incêndio. Por outro lado, os incêndios morro abaixo, embora mais lentos, podem produzir rolamento de materiais incandescentes sobre a área ainda não queimada, produzindo novos focos.

Umidade do ar e do material combustível 
Os materiais combustíveis absorvem a umidade contida na atmosfera, da mesma forma que a perdem quando a umidade do ar está muito baixa. Combustíveis muito secos queimam com maior facilidade e aceleram o incêndio, enquanto os úmidos dificultam sua progressão. Como o ar, geralmente, é mais seco durante o dia, é mais fácil controlar um grande incêndio durante a noite, quando os materiais combustíveis se tornam úmidos, dificultando a propagação do incêndio.

De modo geral, as causas dos incêndios florestais podem ser classificadas como naturais e humanas. Os incêndios de causas naturais são aqueles iniciados sem qualquer intervenção do homem. O fenômeno natural mais comum capaz de provocar incêndios é a descarga atmosférica (o raio). No Brasil, são pouco comuns os incêndios iniciados por raios, além de serem menos preocupantes, já que, normalmente, ocorrem em época de chuva e, quando chegam a avançar, são contidos com relativa facilidade em razão da alta umidade presente no ar e nos combustíveis.

A ação humana ainda é a maior responsável pelos incêndios florestais. Por isso é fundamental que todos percebam a importância da prevenção. E você pode nos ajudar a fortalecer essa campanha. Sabe como? Compartilhando a lista que fizemos com algumas medidas para evitar queimadas. Colabore com a preservação do meio ambiente. Lembre-se: em caso de incêndios, ligue imediatamente para o 193.

Conscientização

Os incêndios florestais constituem um grave problema ambiental, cujas consequências podem comprometer o equilíbrio dos fatores que dão suporte à vida. A vegetação é o alvo principal do fogo, por constituir a essência do material combustível. É desolador observar uma área queimada, com a superfície enegrecida revelando de imediato a expressão destruidora da força do fogo.

Na fauna, de maneira geral, os efeitos do fogo estão na eliminação da fonte de alimentos e de abrigo. Animais maiores, como mamíferos e aves, pressentem a chegada do fogo por meio das ondas emanadas das chamas e do cheiro da fumaça e partem em fuga. Outra parte da fauna menor esconde-se no solo. Entretanto, existe um segmento da fauna que não consegue fugir dada a sua baixa mobilidade, sua fase de crescimento, seu estado físico, etc. 

O fogo destrói ninhos, abrigos e fonte de alimentos dos animais: Incêndios frequentes na mesma área, ou de grande intensidade, podem trazer prejuízos ao solo, pela destruição de sua camada orgânica, facilitando a ocorrência de processos erosivos, que por sua vez podem assorear os cursos d’água.

Conforme a intensidade do incêndio florestal, grandes volumes de gases são lançados para a atmosfera, dificultando a visibilidade e provocando, por exemplo, o fechamento de aeroportos ou acidentes em estradas, podendo agravar os problemas respiratórios, principalmente em crianças e idosos.

Além dos danos ambientais, os incêndios florestais podem acarretar outros prejuízos, como a destruição de torres de distribuição e transmissão de energia elétrica, destruição de aspectos paisagísticos, destruição de patrimônio florestal produtivo, destruição de cercas e outras benfeitorias e pode, até mesmo, causar ferimentos e morte de pessoas. Diante da complexidade dos prejuízos decorrentes dos incêndios florestais, percebe-se a importância de evitá-los.

Infelizmente, a maioria dos incêndios é causada pela ação humana, seja de forma intencional ou por negligência, razão pela qual é necessário conscientizar a população quanto à importância da adoção de medidas de prevenção aos incêndios florestais. É necessário desencadear processo educativo, por meio de um trabalho de conscientização, de forma que o indivíduo se sinta motivado em transformar valores construídos em ações positivas para o meio ambiente.

Campanhas educativas – têm como objetivo despertar a consciência da preservação ambiental e são muito eficazes, já que produzem aliados e multiplicadores da ideia. Devem ser dirigidas, principalmente, à comunidade próxima do patrimônio florestal que se deseja proteger.

Apresentamos a seguir algumas medidas preventivas que devem ser seguidas:

1) Ao fazer uma fogueira, limpe a área ao redor e lembre-se de apagar o fogo antes de deixar o local. Dessa forma, pode-se evitar a ocorrência de incêndio florestal. Adotar medidas preventivas é zelar pela própria segurança.

2) Queimar o lixo é praticar infração ambiental, e além disso pode provocar incêndios. Aproveite os resíduos orgânicos para fazer compostagem, principalmente as folhas e os galhos secos. Faça uma cova e deposite-os, contribuindo assim para enriquecer o solo.

3) Evite acender velas próximo à vegetação; se acontecer o que fazer? tenha o cuidado de limpar a área a ser utilizada, para prevenir incêndios.

4) Seja responsável. Dê destinação correta aos resíduos que você produz. A natureza não é cesta de lixo.

5) Caro agricultor! No caso do uso do fogo para ?ns agropastoris, esteja ciente das implicações legais referentes à queimada controlada: é necessário solicitar autorização ao órgão ambiental; estudar as características do terreno; fazer aceiros; observar as condições climáticas; instruir e capacitar as pessoas que vão realizar a queimada controlada. Tomar todas as precauções para evitar a ocorrência de incêndio? Florestal.

Em caso de detecção de incêndio, comunique ao Corpo de Bombeiros através do 193.