Cactus do Cerrado

Os cactus, da família Cactaceae, são plantas suculentas que possuem espinhos pontudos e estes crescem em regiões secas e desérticas, locais onde outros tipos de plantas possuem dificuldades para crescer. Seus espinhos os impedem  de serem comidos por  animais, e o que os mantém vivos durante os períodos secos é a sua reserva de água.  

São originários das Américas, parte do globo onde foram catalogadas 1.480 espécies da planta. Somente um tipo ocorre naturalmente na Ásia e na África, tendo sido, provavelmente, levado por aves migratórias que carregaram sementes no estômago. No Brasil, são 260 espécies. O Cerrado tem somente cinco espécies endêmicas de cactos: Arthrocereus spinosissimus, Cereus adelmarii, Cereus saddianus, Echinopsis hammerschmidii e Frailea chiquitana; os últimos dois cactos são endêmicos bolivianos que vivem em cerros isolados na zona de transição entre o cerrado e as florestas amazônicas. . Os cactos do cerrado mais difundidos incluem: Disocactus Heptacanthus, que é muito variável, Pilocereus Machrisii, além de um Cereus arbóreo encontrado nos afloramentos calcários, cuja identidade é atualmente incerta, Cereus kroenleinii, Cereus Bicolor, Cereus Euchlorus, cacto arbustivo, alguns Opuntias, Cleistocactus Horstii, Frailea Cataphracta, Gymnocalycium Anisitsii, Gymnocalycium Marsoneri, Harrisia Guelichii e Pereskia Sacharosa. A interface entre o Cerrado do centro-norte de Minas Gerais e a Caatinga, especialmente da Bahia, é onde está a maior diversidade de cactos no Brasil. Considerando que todas as cactáceas existentes são polinizadas por animais e muitas delas dependem de vertebrados para dispersão, conhecimento sobre os polinizadores e dispersores é vital para a proteção efetiva das populações.

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