Glossophaga soricina, - Morcego beija-flor

Nomenclatura zoológica 

Filo: Chordata 

Classe: Mammalia Ordem: Chiroptera 

Família: Phyllostomidae Subfamília: Glossophaginae 

Gênero: Glossophaga 

Espécie: G. soricina 

 

História Natural 

O morcego beija-flor também conhecido como “beija-flor da noite” devido a suas adaptações  similares ao do pássaro de mesmo nome como língua alongada e capacidade de realizar o voo  pairado. Por essas características e por serem principalmente nectarívoros esses morcegos  realizam um trabalho impecável de polinização. 

 

Hábito Alimentar 

Consome néctar de diversas flores como a planta açoita-cavalo (Luehea candicans) e o  maracujá-do-cerrado (Passiflora cincinnata), auxiliando na polinização ao visitar várias flores  em busca de alimento. Insetos também estão inclusos na alimentação dessa espécie, realizando  o controle de pragas. 

 

Descrição 

Possui tamanho relativamente pequeno principalmente na América do Sul em contraste com a  América central, possui assim como outros morcegos já citados pelagem marrom variando entre  tons mais claros para mais escuros. Possui focinho longo, língua longa extensível e orelhas  pequenas e afastadas entre si.

 

Reprodução 

O padrão reprodutivo dessa espécie possui mais de um pico por ano, com as fêmeas se tornando  férteis logo após o parto o que é chamado de padrão poliéstrico bimodal. Geralmente as fêmeas  formam unidades isoladas dos machos como uma maternidade, têm um filhote por gestação e  carregam eles ao voar em média por dois meses após o nascimento.

Distribuição 

Essa espécie é um dos nectarívoros mais encontrados, ocorrendo em todos os biomas  brasileiros. Pode ser encontrado em diversos tipos de hábitat, incluindo florestas primárias e  secundárias, pomares e pequenos fragmentos florestais. Também é comum em meio rural e em  áreas urbanas, incluindo grandes cidades onde pode entrar em residências. 

 

Conservação 

O morcego beija-flor é muito comum no território nacional, sendo encontrado em todos os  biomas brasileiros, por sua adaptação a biomas e a espaços para moradia tanto em florestas  quanto em meios urbanos esse morceguinho é facilmente achado em qualquer lugar, é um fator  biológico importante na polinização e dispersão de sementes, também ajuda no controle de  insetos. De acordo com a lista da IUCN de 2006, essa espécie se encontra em baixo risco de  extinção. 

 

Referências 

REIS, R. et al. Morcegos do Brasil. Londrina, 2007 

Disponível  

em:<http://www.uel.br/pos/biologicas/pages/arquivos/pdf/Morcegos_do_Brasil.pdf>. Acesso  em:< agosto de 2022>. 

Aguiar, L.M.S & Zortéa, M. A Diversidade de Morcegos Conhecida para o Cerrado. Táxeus,  Listas de Espécies. Disponível em:< https://museucerrado.com.br/wp content/uploads/2021/06/A-Diversidade-de-Morcegos-Conhecida-para-o Cerrado_compressed.pdf>. Acesso em:<agosto de 2022>. 

Souza, M. & Esteves, L.; Tiliacear; Disponível  em><https://www.infraestruturameioambiente.sp.gov.br/institutodebotanica/wp content/uploads/sites/235/2016/02/Tiliaceae.pdf> Acessado em: <agosto de 2022> 

Braga, F.; et. Al. Plantas para o Futuro (Região Centro Oeste) Disponível  em:<https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/163255/1/passiflora.pdf> Acesso  em<agosto de 2022>

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