Rio Miranda

Ficha técnica

 

Onde nasce: na região da Serra de Maracaju, nos municípios de Ponta Porã e Bela Vista

Ponta Porã é um município da unidade federativa Mato Grosso do Sul. Seu território é composto 86% pelo bioma Cerrado e 14% pelo bioma Mata Atlantica.

Bela Vista é um município da unidade federativa Mato Grosso do Sul. Seu território é composto 100% pelo bioma Cerrado.

Extensão:  765 km (integralmente no território brasileiro).

Onde deságua: município de Corumbá, no rio Paraguai.

Rios Afluentes: rio Aquidauana, rio Nioaque, rio Salobra, rio Formoso, rio da Prata, rio Chapena, rio do Peixe e outros de menor extensão.

 

Características

A Bacia Hidrográfica do Rio Miranda (BHRM) possui uma área de aproximadamente 44.740.50 km², abrangendo 23 municípios do Mato Grosso do Sul, o que representa cerca de 12% da área total do estado. 

 

O encontro do Córrego Fundo com o Rio Roncador forma o rio Miranda, que por sua vez, tem grande influência na formação do Pantanal, sendo um dos responsáveis pelo regime de inundação na porção sul do bioma. Nos períodos de cheia,, o volume do rio aumenta muito, o que dificulta um pouco a vida dos pantaneiros. Porém, em outros períodos, este mesmo rio pode ter trechos rasos demais para a navegação.

 

O rio nasce no planalto e desce para a planície pantaneira, tornando-se sinuoso. Inclusive, uma das características físicas dele é justamente o relevo contrastante entre terras baixas e periodicamente inundáveis da planície pantaneira e as terras não inundáveis dos planaltos, serras e depressões. 

 

Outro ponto importante é a diversidade na fisionomia das vegetações: a área da bacia próxima às nascentes era recoberta por Cerradão e as planícies, pelo Campo Limpo. Porém, grande parte desse Campo vem sendo substituída por plantações de gramíneas exóticas para pastagem de gado.

 

Dos 23 municípios que são banhados pelo rio Miranda, 15 deles se encontram em áreas urbanas, revelando, portanto, um papel importante na economia do Mato Grosso do Sul, destacando-se em setores de turismo de pesca esportiva, agricultura irrigada e abastecimento urbano. As belezas naturais da região e das águas cristalinas de uma boa parte dessa  bacia vem aumentando o interesse pela visitação por parte dos turistas, o que é uma ótima oportunidade para o  incentivo do turismo ecológico, principalmente na região do Pantanal e Bonito.

 

Ameaças

A  pecuária é um dos sistemas produtivos que mais marca a região da bacia, chegando a atingir 12 tipos de criações diferentes, sendo eles: asininos, bovinos, bubalinos, caprinos, codornas, coelhos, equinos, galinhas, galos e frangos, muares, ovinos e suínos.  Todas essas criações totalizaram, no ano de 2010, 20 milhões de cabeças.

 

Como essas áreas vêm sofrendo com o desmatamento tanto para pastagem, mas principalmente para agricultura, as margens do rio Miranda têm perdido sua proteção e sofrido com o assoreamento nas épocas de cheia (confira a nossa última notícia sobre isso).  

 

Para sermos ainda mais claros, o uso da terra nos municípios dessa bacia totalizavam, em 2010, cerca de 1.654.041,47 hectares. Agora, longos anos depois, certamente houve um aumento das áreas desmatadas, colocando ainda mais em risco a qualidade das águas do rio, prejudicando além de toda a população, a fauna e flora que dele dependem.

 

 

Texto por: Aléxia Ferraz

Supervisão: Gustavo Figueirôa

Fonte: https://www.sospantanal.org.br/rios-do-pantanal-rio-miranda/

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