Ciconia maguari (Gmelin, 1789)

Nome(s) popular(es)

Maguari, Cauanã, Cauauá, Cauauã (PR), Cegonha, Jaburu Moleque, João Grande, Maguarim, Mauari, Tabujajá, Tapucaiá, Baguari e Tabuiaiá (MT e MS).

História Natural

Ave grande associada a ambientes aquáticos, habita brejos, pântanos e lagoas rasas, principalmente em áreas abertas, evitando regiões muito florestadas, sendo típica do Cerrado, Pantanal, Pampas, Chacos Bolivianos e Llanos Venezuelanos, podendo ocorrer também em ambientes costeiros no Sudeste brasileiro. No Cerrado, pode ser encontrado em veredas e campos alagados e úmidos. Também pode ser visto sobrevoando alto. Carnívoro, se alimenta na água rasa, capturando sapos e girinos, peixes (especialmente enguias), crustáceos, insetos, pequenos roedores, cobras aquáticas e outros répteis (anfisbenas). Se reproduz entre agosto e outubro, em grupos coloniais de 5 a 20 ninhos próximos uns dos outros, grandes e feitos com juncos e gravetos sobre a vegetação flutuante, onde põe 4 ovos. Seus filhotes possivelmente podem servir de presa a cobras e gaviões, como o Carcará, Gavião do Banhado e o Gavião Velho.

Descrição

Mede entre 97 e 110 cm de comprimento, com até 1,4 m de altura. Possui pescoço, pernas e bico compridos. Coloração branca, com penas das asas, cauda e região traseira das costas pretas. Possui as pernas, a região ao redor do olho e próxima à base do bico vermelhas, e a ponta do bico pode ser escura ou avermelhada. Em voo pode lembrar o Cabeça Seca, porém suas pernas são vermelhas e mais compridas, com o preto da cauda mais escondido pelo branco da barriga e corpo levemente maior.

Distribuição

Sua distribuição é ampla e dispersa pela América do Sul, com duas grandes áreas de ocorrência: uma ao norte da região amazônica, se estendendo da Guiana Francesa à Colômbia, incluindo os estados de RR, AP, norte do PA e extremo norte do MA; a outra se estendendo da Argentina central ao extremo sudeste do Peru, incluindo Uruguai, Paraguai, Bolívia, e todos os estados brasileiros do Sul, Centro-Oeste e Sudeste, sendo escasso no Norte e Nordeste.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações se mostram estáveis (IUCN).

Referências

BirdLife International 2016. Ciconia maguari. The IUCN Red List of Threatened Species 2016: e.T22697688A93630558. http://dx.doi.org/10.2305/IUCN.UK.2016-3.RLTS.T22697688A93630558.en. Downloaded on 13 November 2019.

 

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