Urubitinga urubitinga (Gmelin, 1788)

Nome(s) popular(es)

Gavião Preto, Cauã (MG), Gavião Caipira, Gavião Fumaça, Tauató Preto, Urubutinga.

História Natural

Gavião relativamente comum, costuma estar associado a ambientes úmidos, como brejos e pântanos, além de bordas de mata e formações savânicas, principalmente na proximidade da água. Também é encontrado em ambientes alterados, como pastos e parques com corpos d’água. No Cerrado pode ser visto em uma diversidade de ambientes, como em bordas de matas de galeria e matas ciliares, em cerradões e cerrados densos, veredas e campos alagados. Gosta de se empoleirar em galhos secos, e pode ser visto planando alto, aproveitando as correntes térmicas para se sustentar no ar. Quando caça, costuma partir de um poleiro, mas pode voar por dentro da mata a procura de presas. É um predador poderoso, e sua dieta é bem variada, se alimentando de roedores, morcegos e outros pequenos mamíferos, aves, tanto adultos quanto filhotes e ovos, lagartos e cobras, anfíbios, até peixes, caranguejos, e eventualmente frutas, como o Cajá Mirim. Pode procurar queimadas para capturar os animais em fuga ou mortos pelo fogo. Entre suas presas, pode-se citar Jararacas, Suindara, Asa Branca, Xexéu, Saruê, Mico Estrela e Macaco de Cheiro. Faz seu ninho com gravetos no alto de árvores, geralmente próximo a corpos d’água, pondo de 1 a 2 ovos.

Descrição

Mede entre 51 e 63 cm de comprimento. Sua coloração é totalmente preta, com leves tons castanhos no dorso. Possui a base da cauda branca até a metade, com uma fina faixa branca na ponta. A base de seu bico é amarela, assim como suas patas. Por sua coloração preta, pode lembrar o Gavião Urubu, este porém possui uma ou mais barras brancas na cauda, e o Gavião Preto costuma ser um pouco maior e tem um bico mais robusto.

Distribuição

Sua distribuição é ampla e se estende do Uruguai e nordeste da Argentina até o norte do México, incluindo boa parte da América Central e da América do Sul a leste dos Andes. No Brasil está presente em quase todo o território, sendo menos comum na região Nordeste.

Conservação

Pouco preocupante: não é considerado ameaçado (ICMBio e IUCN), e suas populações aparentam estar estáveis (IUCN).

Referências

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