Paulo Robson de Souza

Ele se descreve como um professor de biologia que se formou com apoio da poesia. “Vendia poesia para bancar os estudos pagar aluguel. Inclusive trocava livro de poesia por ticket alimentação no restaurante universitário. Escrevia sobre natureza, já que estava cursando biologia, acabei me influenciando por essa temática biológica e ambiental”, conta. “Não pode tratar crianças como um pequeno ser que não tem capacidade de entender as coisas, você pode falar de DNA para uma criança, desde que você traduza o que isso significa para elas”, destaca.

Sou baiano de Vitória da Conquista, tenho 59 anos. Saí da Bahia com 14 anos, vindo morar no Espírito Santo, onde cursei licenciatura em Ciências Biológicas na UFES. Também morei em Piracicaba (SP), onde fiz o mestrado em Agronomia/Microbiologia Agrícola na ESALQ/USP. Já o doutorado, em Ecologia e Conservação, fiz pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, que é onde eu trabalho há quase 35 anos. 

Escrevo desde os 14 anos. Mas meu contato mais forte com a poesia se deu durante a graduação, quando vendia folhetos e livretos de poesias na porta do restaurante universitário, para bancar os estudos em Vitória.  Depois de quase 10 anos sem me dedicar ao ofício de escrever, retomei a poesia em 1998, mais ou menos, culminando com a publicação do livro A casa dos Animais (OAK, 2000). 

Não sou músico, mas ultimamente tenho escrito letras e composto algumas melodias na linha MPB. Até 2000 tinha  uma meia dúzia de composições em parceria, se muito. Foi por volta de 2015 que passei a compor mais intensamente, com a participação no grupo de compositores Terça das Quintas (que antes da pandemia se reunia quase toda quinta para elaborar criações musicais coletivas em divertidas reuniões). 

No Instituto de Biociências da UFMS atuo principalmente na formação de professores (estágios e práticas em Ensino de Ciências/Biologia), na divulgação científica e educação ambiental, produzindo jogos e outros materiais didáticos, artigos, fotografias de natureza, músicas e poemas como instrumentos de apoio a essas atividades. Pelo fato de Campo Grande estar dentro do Cerrado, minha iniciação à fotografia de natureza se deu no Cerrado, por volta de 1992/93, fotografando principalmente aves e plantas. 

Quando ingressei na UFMS eu só havia visto o Cerrado, presencialmente, no noroeste de SP. Ao chegar a Mato Grosso do Sul,  me encantei com as diversas fisionomias que o estado abriga. Campo Grande, em particular, é lindamente ornamentada com várias joias desse bioma. No entorno da Cidade Morena, e mesmo dentro da cidade, se avistam com facilidade o jatobá-mirim e o jatobá-do-cerrado, a lixeira, o ipê-amarelo-do-cerrado, o embiruçu, o angico-do-cerrado, o araticum, o barbatimão  e tantas outras árvores nativas, além do buriti, palmeira que é a cara das veredas e até dediquei um cordel a ela. E os bichos? Aqui é comum se ver capivaras e revoadas de araras-canindés praticamente no centro da cidade.  É este contexto que me inspira desde setembro de 1987...

Nesse artigo contam a história do gafanhotinho-tigre na região da Serra da Bodoquena, em MS.


Esperamos que façam bom proveito!


Artigo: http://chc.org.br/artigo/gafanhotinho-tigre-que-bicho-e-esse/

  Além disso, os autores propuseram a ciência cidadã para as crianças leitoras da revista, em que apresentam como material suplementar um guia didático de identificação de várias espécies da família no Brasil e estimulando o olhar naturalista delas.  


Material suplementar: http://chc.org.br/wp-content/uploads/2020/10/Guia-de-gafanhotos-Documentos-Google.pdf?fbclid=IwAR2bRm5xevUXH71nG-jhrgZB-_npijuEJZEcQ0lPjdV-x9UMb_-R-lw72Ew

Você sabe o que é uma vereda ou já viu uma? Conhecendo ou não, saiba que elas são muito importantes, além de ser um ambiente incrível, cheio de novidades para explorar. São áreas de vegetação com características próprias, localizadas no bioma Cerrado. Dessa forma, podemos encontrar esses lindos ambientes em Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, Tocantins, sul da Bahia e na região amazônica. Como pode notar, são vários os estados onde você pode encontrar as veredas. Pronto para essa viagem? Vamos lá!

Leia o artigo: http://chc.org.br/vereda/