VerdeNovo - Sementes Nativas

A VerdeNovo é uma startup de negócio de impacto criada em setembro de 2016 na cidade de Brasília. Presta serviços de consultoria voltados, principalmente, para a restauração ecológica de ambientes degradados e atividades de preservação do Bioma Cerrado, mas desenvolve trabalho nos mais diversos âmbitos da área ambiental. Além da consultoria ambiental a empresa é pioneira, no DF, no mercado de sementes nativas. Atualmente a VerdeNovo coleta e comercializa sementes nativas com máximo grau de beneficiamento, nossa lista abrange mais de 100 espécies, sendo árvores, arbustos, subarbustos e herbáceas.

As sementes podem ser consideradas uma das formas mais primitivas de propagação da vida existentes em nosso planeta. As sementes são o óvulo maduro fecundado de plantas angiospermas e gimnospermas. Contém um embrião, cercada por uma estrutura protetora (semente e / ou cobertura de frutos) e, nas espécies em que as reservas nutritivas não são armazenadas dentro dos cotilédones, por um tecido de armazenamento alternativo (endosperma, perisperma ou megagametófito) (Bewley et al., 2013).

O sistema de classificação de sementes considera 13 tipos (Baskin & Baskin, 2007). Cerca de um terço das sementes germinam de forma imediata, outras têm algum tipo de dormência. Existem cinco classes de dormência: fisiológica, morfológica, morfofisiológica, física e combinacional (Baskin & Baskin, 2014).  

O Cerrado brasileiro é o segundo maior bioma da América do Sul, ocupa 23% do território nacional e abrange mais de 2 milhões de km² (Sano et al., 2010). O Cerrado possui três grandes formações vegetais: campestre, savânica e florestal, distribuídas em onze fitofisionomias (Ribeiro & Walter). Detém a flora mais rica dentre as savanas do planeta, com mais de 12.000 espécies identificadas, destas 44% são endêmicas, ou seja, só ocorrem aqui (Klink & Machado, 2005; Mittermeier et al., 2011).

Apesar de abrigar grande biodiversidade, nas últimas décadas a região do Cerrado passou por acentuado processo de conversão de áreas nativas em antrópicas, motivado especialmente por atividades como agricultura, pecuária e mineração (Corrêa, 2009; Beuchle et al., 2015; Spera et al., 2016). Essas ações levaram o bioma a perder cerca de 46% da sua cobertura original até 2013 (Terraclass, 2015). Em virtude dessa ostensiva degradação desde o ano 2000 o bioma é considerado uma das áreas prioritárias para conservação hotspot (Myers et al., 2000). Nesse contexto, a restauração ecológica surge como alternativa para recuperar a vegetação e reestabelecer processos ecológicos próximos das condições originais (Palmer et al., 2016).

A restauração ecológica é definida como: “o processo de assistência à recuperação de um ecossistema que foi degradado, perturbado ou destruído” (Society for Ecological Restoration, 2004). Portanto, ações de restauração ecológica são fundamentais para a manutenção da biodiversidade no bioma Cerrado.

Atualmente existem inúmeras técnicas de restauração ecológica, tais como: condução da regeneração natural, semeadura direta, instalação de poleiros, regeneração induzida e plantio de mudas de espécies nativas (esta última a mais comum). Todas em algum grau envolvem a participação da semente. Apesar do plantio de mudas ser amplamente difundido, nos últimos anos, a técnica de semeadura direta se desenvolveu e aparece como alternativa ao plantio de mudas. A grande vantagem desta técnica é o baixo custo de implantação em relação ao plantio de mudas. Além disso, permite trabalhar com grande diversidade de espécies, o que nem sempre é possível com mudas.

Dentre os modelos tradicionais de plantio, três se destacam: plantio em área total, nucleação e o Framework species (ainda sem uma tradução técnica para a língua portuguesa):

  • Plantio em área total: Se caracteriza pela capacidade de formar uma fisionomia no menor tempo possível, sombreando espécies invasoras e proporcionando e criando um microclima favorável para a regeneração do sub-bosque. Esse modelo considera aspectos sucessionais e funcionais das espécies (Rodrigues et al., 2009; Campos-Filho et al., 2015). No Brasil, uma técnica muito difundida é o plantio em linhas de recobrimento e diversidade (vide Rodrigues et al., 2009).

  • Nucleação: Se baseia na relação ecológica de facilitação, a partir do estabelecimento de manchas de vegetação lenhosa (“núcleos”), que servirão de áreas focais para recuperação e facilitarão do recrutamento de outras espécies (Corbin & Holl, 2012; Zahawi et al., 2013; Bechara, 2016).

  • Framework Species: tem como premissa estabelecer na área a ser restaurada comunidades compostas por de espécies específicas, que irão atuar como blocos de construção do ecossistema, para, entre outros, atrair da fauna dispersora de outras espécies com a finalidade de complementar o processo de regeneração natural em vez de substituí-la (Elliot et al., 2003; Goosem & Tucker, 2013).

Atualmente a VerdeNovo vêm trabalhando em parceria com coletores de populações locais. Essa relação permite ganhos que vão além dos benefícios financeiros, como a geração de oportunidades e empoderamento social. O crescimento da conscientização acerca da importância da preservação é outro aspecto notório. Todas essas ações são parte de um quebra-cabeças, que constrói uma sociedade melhor e mais consciente com meio ambiente e principalmente, com o próximo.

Telefone: (61)98155-9078

E-mail: consultoriaverdenovo@gmail.com

Blog: https://consultoriaverdenovo.weebly.com/blog

Instagram: @verdenovosementes 

Bárbara Pachêco: Bióloga (2010) pela Universidade de Brasília e Mestre em Ciências Biológicas (2014) pela Universidade Estadual de Montes Claros.

Simone Sousa: Engenheira ambiental (2007) pela Universidade Católica de Brasília e Mestre em Ciências Florestais (2015) pela Universidade de Brasília.

Willian Gomes: Gestor Ambiental (2015) e Mestre em Ciências Ambientais (2018) pela Universidade de Brasília.

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