Cerrados - Uma iniciativa do WWF-Brasil e da Rede Cerrado

Com o objetivo de contar histórias dos povos locais, convidamos lideranças para trazer diferentes perspectivas sobre suas vidas no Cerrado. São muitas vivências e cada vivência guarda um aprendizado. Por isso o nosso podcast se chama “Cerrados”, assim mesmo, no plural.

Mais de 25 milhões de pessoas moram no Cerrado. Isso corresponde a 12% da população nacional! Dentre elas, vivem em torno de 80 etnias indígenas e centenas de comunidades quilombolas, além de trabalhadoras e trabalhadores extrativistas, geraizeiros e geraizeiras, vazanteiros e vazanteiras, quebradeiras de coco, ribeirinhos e ribeirinhas, pescadores e pescadoras artesanais, barranqueiros e barranqueiras, fundo e fecho de pasto, sertanejos e sertanejas, ciganos e ciganas, entre tantos outros. Aqui você vai ouvir depoimentos reais de uma parte pequena diante da imensidão do Cerrado, mas importantíssimas para a conservação do Bioma.
São histórias de plantadores de água, povos que curam as dores do corpo com as plantas medicinais do Cerrado, bordadeiras de sabedoria e aqueles que conservam a natureza com seus saberes tradicionais e milenares. Além disso, você também vai conhecer a história de povos indígenas da etnia Xavante Wae tabi e de muitos outros ativistas da vida real.
Cada um dos 10 episódios conta com a participação de um ou mais integrantes de movimentos ou grupos de resistência na região. E cada história, conta uma forma diferente de conservar. Os podcasts estão disponíveis no Spotify e em outras plataformas digitais, e serão lançados semanalmente.

Fabrícia é uma coletora de sementes nativas do Cerrado. Depois de sofrer com a falta de água em sua região, ela e outros moradores da comunidade Roça do Mato se uniram. Juntos, estão replantando o Cerrado no norte de Minas Gerais.


Ansiedade, dor de estômago, febre ou ferida aberta. Dona Lucely encontra nas plantas remédio pra tudo isso. Os conhecimentos ancestrais herdados pelos quilombolas da Comunidade do Cedro viram xaropes, pomadas, garrafadas. Espécies medicinais que curam e mantêm o Cerrado de pé no Goiás.


Um conflito por terra. Discordância, aflição, tabu. Mas encontros de mulheres fortalecem toda a comunidade. As Bordadeiras Retireiras do Araguaia costuram as sabedorias de viver nas margens de um dos maiores rios do Cerrado. Mulheres que unem conversa, proteção ambiental e luta pelo território tradicional no Mato Grosso.

 

Uma comunidade tradicional ameaçada. Moradores da comunidade Cacimbinha enfrentam invasões, ameaças e entram para lista de vítimas da grilagem de terras. História de uma jovem que frequenta cursos e vira uma liderança comunitária. Lusineide organiza um projeto, une vizinhos e cria novas ferramentas de proteção do Cerrado no oeste da Bahia.


No Vale do Jequitinhonha, um casal guarda as águas. Depois de sofrer com a chegada da monocultura de eucalipto e enfrentar anos de seca, Dona Tereza e Seu Crispim põe em prática técnicas de aproveitamento de água e proteção das nascentes. História de uma comunidade que não passa mais sede em Minas Gerais.


No cenário do livro Grande Sertão Veredas resiste um oásis de Cerrado. Seu Jacinto conta a história de um Parque Nacional e sua importância pro dia-a-dia das comunidades locais. E o líder comunitário Zezo explica como funciona o trabalho coletivo que fortalece a reivindicação de direitos nessa região de Minas Gerais.


Na Terra Indígena São Marcos as lideranças jovens aprendem com os anciões. E inovam.  Tsitsinã conta como sua aldeia Xavante sistematiza conhecimentos tradicionais, aplica metodologias de gestão e valoriza a vida sustentável no Cerrado, ao leste de Mato Grosso.


Um movimento de mulheres negras que há mais de 30 anos transforma realidades no cerrado nordestino. As quebradeiras de coco babaçu mudam leis, constroem políticas públicas, revolucionam o ambiente político. Rosalva conta como trabalham para melhorar a qualidade de vida nos interiores do Maranhão, Piauí, Bahia e Tocantins.


Célia é uma estudiosa da ciência ancestral indígena. Neste episódio, traça uma reflexão sobre os saberes tradicionais de seu povo Xacriabá e o potencial de cura do cerrado. Conta como a educação vira uma ferramenta de proteção do bioma no dia a dia das comunidades, em Minas Gerais.


Diversos povos, muitas comunidades e dezenas de reivindicações. Para garantir que o Cerrado continue de pé, os guardiões do Bioma se articulam rede. Conheça a Rede Cerrado, um movimento de união que tem como objetivo influenciar as políticas públicas, valorizar os modos de vida tradicionais e informar a sociedade sobre a importância do Cerrado, em todo Brasil.