“A semente do Araticum só brota e cresce depois de passar pelo intestino de um desses três animais: o cachorro do mato, a raposa e o lobo guará, (todos eles ameaçados de extinção). Outro exemplo da complexidade do Cerrado é o Buriti, “vai atingir sua fase adulta e reprodutiva, e portanto só poderá contribuir ecologicamente, por volta dos 500 anos, enquanto o capim-barba-de-bode só chega à fase adulta por volta dos mil anos de idade” Altair Barbosa (2017).

O Cerrado cobre mais de 2 milhões de km2 do território brasileiro e é considerado de extrema importância para o sistema hídrico do país porque as cabeceiras das três maiores bacias hidrográficas da América do Sul (Amazonas/Tocantins, São Francisco e Prata) nascem nesse bioma.  Considerado o “berço das águas do Brasil”, oito das doze regiões hidrográficas do Brasil têm nascentes no cerrado. Apesar da sua importância para o país, o Cerrado enfrenta uma enorme devastação devido à ocupação descontrolada de suas áreas, incluindo as áreas em torno das nascentes, conhecidas como matas ciliares, que são formações vegetais encontradas às margens de nascentes, ribeirões, lagos, reservatórios de água e córregos e exercem um papel importantíssimo na regularização e manutenção da qualidade e quantidade das águas, fixação e controle do processo erosivo do solo. A destruição do Cerrado se deve a transformação de suas terras em áreas de pastagens que ocupam 29,5% do bioma, a agricultura anual que representa 8,5% e as culturas perenes 3,1%, totalizando 41,1% do uso total. O Cerrado teve 1,9 milhão de hectares desmatados de agosto de 2013 a julho de 2015, ou seja, perdeu mais 1,7% da vegetação nativa remanescente.

Hotspot – ecossistemas com elevada concentração de espécies endêmicas e intensa perda de habitat, onde esforços de conservação e restauração ecológica são priorizados para proteger a biodiversidade. No Brasil, a Mata Atlântica e o Cerrado são considerados Hotspots. Myers et al. (2000) estabeleceram 25 hotspots mundiais. Posteriormente, essa lista foi ampliada para 35 hotspots (Mittermeier et al., 2005; Noss et al., 2015). Um hotspot abriga pelo menos 1.500 espécies de plantas endêmicas e tem ao menos 70% de sua vegetação nativa com algum grau de degradação.

Apesar do reconhecimento de sua importância biológica, o Cerrado conta com uma baixa porcentagem de áreas com proteção integral. Apenas 8,3% de seu território contam com alguma proteção legal. Desse total, 3,1% estão integralmente protegidos por unidades de conservação e 5,2% são áreas de uso sustentável, incluindo as reservas privadas (0,09%).

As maiores áreas intactas de vegetação natural no Cerrado estão em suas 95 terras indígenas, cobrindo 96.000 km2, 4,8% do bioma, principalmente para o norte e oeste perto da região da Amazônia. As terras indígenas no Brasil apresentam menores taxas de desmatamento que as áreas protegidas oficiais, mesmo aquelas de proteção integral (Paiva et al. 2015). Os 44 territórios quilombolas cobrem quase 4 mil km2, com grande variação de tamanho.

Queremos neste tópico apresentar as ações, planos, programas e políticas públicas de conservação, preservação e recuperação realizadas por instituições envolvidas no Cuidado do Cerrado para divulgar trabalhos que permitam a recuperação das funções e processos ecológicos e os serviços ecológicos do Cerrado.

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[dt_tab title=”Ações de governo” opened=”true”]

 Plano de Ação Nacional (PAN) para conservação

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) aprovou um Plano de Ação Nacional (PAN) para conservação de 41 espécies ameaçadas dos biomas do Cerrado e Pantanal. O PAN para a Conservação das Espécies Ameaçadas de Extinção da Ictiofauna, Herpetofauna e Primatas do Cerrado e Pantanal (Cerpan), publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (10), será coordenado pelo Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Répteis e Anfíbios (RAN), do ICMBio, e parceiros. O Cerpan tem como objetivo geral reduzir o risco de extinção das espécies alvo de peixes, anfíbios, répteis e primatas do Cerrado e Pantanal e as ameaças aos seus hábitats em cinco anos.
O plano tem por objetivo influenciar políticas públicas, em diferentes esferas do governo, visando incorporar medidas de proteção. Um outro ponto previsto pelo plano é a promoção da proteção e conectividade dos habitats das espécies alvo em um prazo de cinco anos. A medida também prevê a diminuição da caça das espécies no mesmo período. A redução da degradação do hábitat e a restauração da fauna também estão dentre os objetivos previstos. O plano também prevê a geração e compartilhamento de informações que possam ajudar na conservação das espécies. O Cerpan tem sua abrangência nos biomas Cerrado e Pantanal e na bacia Tocantins-Araguaia.
Na lista está o macaco Sapajus cay (foto), que não é endêmico ao Brasil, ocorrendo também na Argentina, Bolívia e Paraguai. As principais ameaças identificadas para a espécie foram incêndio, assentamentos rurais, agricultura, pecuária, expansão urbana, vulnerabilidade a epidemias, desmatamento, aumento da matriz energética e rodoviária, desconexão e redução de hábitat, poluição de ambientes, caça e apanha. Suspeita-se que seu declínio populacioonal seja maior que 30% nas últimas gerações. 
sapajus cay

 

Oficinas
Em outubro do ano passado, foi realizada uma oficina para elaboração do PAN, que contou com a participação de diversas instituições, como universidades, órgãos federais e estaduais de meio ambiente, ministérios públicos estaduais, organizações não governamentais e empresas públicas de pesquisa energética e agropecuária, totalizando 42 participantes. Antes, em setembro, houve oficinas preparatórias na PUC Goiás. A partir de agora, o RAN e parceiros vão desenvolver esforços no sentido de concretizar as ações do Cerpan, de modo que elas possam reduzir o risco de extinção das espécies-alvo e as ameaças aos seus habitats.Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/ultimas-noticias/20-geral/9557-aprovado-plano-de-conservacao-de-41-especies-ameacadas

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

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[dt_tab title=”Mudanças Climáticas”]

Eventos climáticos extremos, como secas e chuvas fortes, têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil. E junto com eles, prejuízos diretos a diversos segmentos sociais e econômicos, aos quais estão ligados, direta ou indiretamente, os mais de 200 milhões de brasileiros, como a agropecuária, que depende de fenômenos climáticos em certa intensidade e em determinados períodos para garantir sua produtividade.

A ausência de políticas públicas para a proteção do Cerrado no Brasil põe em risco um dos maiores hotspots de biodiversidade, especialmente quando as projeções climáticas mais pessimistas indicam um aumento na temperatura da Terra de até 4°C no final do século – caso ações não sejam tomadas para frear o aquecimento global.

O Cerrado funciona como um “dreno” de carbono durante a estação chuvosa de outubro a maio e, no final da seca, como fonte emissora. A equação é simples: se aumentar a estação seca, por mais tempo o Cerrado vai emitir mais CO2 e, por menos tempo, vai captar o carbono na estação chuvosa. Hoje o balanço é positivo, o Cerrado assimila mais carbono que emite. Mas se houver alguma mudança na distribuição da chuva, haverá o risco de transformar o que seria um dreno de carbono em uma fonte geradora de carbono.

“O desmatamento afeta tudo e traz uma questão muito importante associada, que são os grupos sociais mais vulneráveis. Eles ficam completamente invisíveis nesse processo e acredito que essa é uma dívida que o país tem com as populações tradicionais. É fato que o desmatamento acentuou algumas desigualdades. As populações tradicionais são muito vulneráveis às mudanças climáticas. As pessoas estão espremidas territorialmente e sofrem os impactos das mudanças do clima diretamente. Este é um grande desafio: é preciso agir para garantir a conservação do bioma e a qualidade de vida da população” (Bustamante 2017).

Com diferentes níveis de degradação, o Cerrado sofre com diversos impactos ambientais (Klink e Machado, 2005), tais como a fragmentação do habitat natural, a perda de biodiversidade, a invasão de espécies exóticas, a erosão dos solos, a poluição de rios e aquíferos, os desequilíbrios no ciclo biogeoquímico do carbono e, possivelmente, as modificações nos regimes de precipitação em escala local e regional. Frente a estas alterações, é alta a probabilidade de mudanças climáticas no bioma ainda neste século (Malhi et al., 2008).

Em um cenário mais otimista de elevação da temperatura, de 1,5°C a 2°C até o fim do século, as regiões de Cerrado no Nordeste seriam as mais impactadas, especialmente as localizadas na transição para a Caatinga.

“É uma região com maior vulnerabilidade, pois são áreas que ainda têm menor desenvolvimento econômico. Este é um aspecto que precisamos considerar, a desigualdade que existe no Cerrado está numa região onde há o maior remanescente de cobertura vegetal”, disse Bustamante. Já num cenário mais negativo de elevação de 4°C, o bioma sofreria ainda mais, uma vez que o período de seca ocuparia boa parte do ano favorecendo as queimadas, tanto em frequência como em intensidade, além de reduzir a cobertura de árvores que são importantes reguladoras da temperatura e sugam a água que está profunda no solo.

O Cerrado funciona como um “dreno” de carbono durante a estação chuvosa de outubro a maio e, no final da seca, como fonte emissora. A equação é simples: se aumentar a estação seca, por mais tempo o Cerrado vai emitir mais CO2 e, por menos tempo, vai captar o carbono na estação chuvosa. “Hoje o balanço é positivo, o Cerrado assimila mais carbono que emite. Mas se houver alguma mudança na distribuição da chuva, haverá o risco de transformar o que seria um dreno de carbono em uma fonte geradora de carbono”, diz a cientista.

http://www.painelflorestal.com.br/noticias/voce-e-a-floresta/cerrado-pode-ser-um-dos-grandes-afetados-pelo-aquecimento-global

IPCC - arte (Foto: G1)

Publicações:

– Bergamaschine, Lívia Carvalho. Políticas públicas e as contribuições potenciais do Cerrado para o cumprimento das metas brasileiras de redução das emissões de gases do efeito estufa. Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Instituto de Ciências Biológicas, Departamento de Ecologia, 2017. Disponível em http://repositorio.unb.br/handle/10482/31370

Resumo:

Segundo maior bioma brasileiro e hotspot de biodiversidade, o Cerrado desempenha importante papel na regulação climática, podendo contribuir para a consecução das metas de redução das emissões nacionais de gases do efeito estufa estabelecidas pela Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) brasileira. Entretanto, seu potencial de mitigar as mudanças climáticas tem sido comprometido pela intensa conversão da vegetação nativa em áreas de expansão da agricultura e da pecuária, como atesta o Terceiro Inventário Nacional de Emissões e Remoções, que identificou aumento de cerca de 10% nas emissões de gases do efeito estufa provenientes deste bioma. A manutenção e o incremento dos estoques de carbono do Cerrado dependem da implementação de políticas públicas voltadas para a conservação e para a restauração do bioma. Por essa razão, buscou-se analisar, com foco no Cerrado, as potencialidades e as lacunas existentes nos instrumentos normativos nacionais, tais como a NDC, a Política Nacional de Mudanças Climáticas, a Lei de Proteção da Vegetação Nativa e seus institutos e instrumentos (Reserva Legal, Área de Proteção Permanente, Cota de Reserva Ambiental, Cadastro Ambiental Rural, Programa de Regularização Ambiental), o Sistema de Unidades de Conservação (SNUC), a Estratégia Nacional para Redução das Emissões Provenientes do Desmatamento e da Degradação Florestal, Conservação dos Estoques de Carbono Florestal, Manejo Sustentável de Florestas e Aumento dos Estoques de Carbono Florestal (ENREDD+), o Plano Setorial de Mitigação e de Adaptação às Mudanças Climáticas para a Consolidação de uma Economia de Baixa Emissão de Carbono na Agricultura (Plano ABC), entre outros. A análise demonstrou que as políticas públicas ambientais nacionais não são eficientes para conter a conversão da vegetação nativa e para conservar os remanescentes do Cerrado, o que compromete seu potencial de estocar carbono.

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[dt_tab title=”Aliança Cerrado”]

A Aliança Cerrado atua como um Fórum permanente, resultado da integração de esforços da sociedade civil, parceiros governamentais, empreendedores e academia. Promove o debate colaborativo e a conscientização da sociedade para importância do cerrado e construção de soluções inovadoras para os desafios que impactam o bioma. A Aliança tem sede no Centro de Excelência do Cerrado-Cerratenses, que está está vinculado à Secretaria de Meio Ambiente do DF – SEMA e ao Jardim Botânico de Brasília – JBB, um local de convergência, desenvolvimento e difusão de conhecimento sobre o bioma Cerrado, que atua como Secretaria Executiva do Fórum.

A Aliança Cerrado é composta por 8 Grupos de Trabalho: Conservação, Legislação, Métodos e Pesquisas, Sistemas de Informação, Comunicação, Sociobiodiversidade, Mecanismos Financeiros e Educação Ambiental.  Cada grupo de trabalho tem o objetivo de gerenciar as diretrizes da Aliança em sua respectiva área de ação, visando a construção e o aprimoramento de políticas públicas, a concepção de soluções, o desenvolvimento técnico, o monitoramento de informações, projetos e ações.

figura da Aliança Cerrado

O Grupo de Trabalho Recupera Cerrado foi o embrião do que é hoje o Fórum Aliança Cerrado. Criado em 2015, com vigência inicial de 90 dias, seu papel foi levantar demandas e contribuições para a revisão da legislação distrital sobre a recuperação do Cerrado no DF e subsidiar a formulação de políticas públicas capazes de promovê-la. O GT Recupera Cerrado culminou no Acordo de Reciprocidade Multilateral que institui a Aliança Cerrado.

Em 2016, o governador Rodrigo Rollemberg assinou o Decreto No 37.646, de 20 de setembro, que define programa piloto Recupera Cerrado, uma das principais frentes de atuação do Fórum. O decreto permite que instituições com passivos de compensação florestal façam adesão ao programa e que instituições especialistas em recuperação façam a execução destes recursos utilizando novas tecnologias de recuperação da vegetação nativa do Cerrado por meio de editais.

Para 2017, está previsto o lançamento do Plano Recupera Cerrado, composto pelo mapa de áreas prioritárias para recuperação de cerrado no DF e as metas de recuperação do bioma até 2030. Em fase final de elaboração, o plano contará com propostas de diversas metodologias de recuperação, indicadores de resultados e mecanismos financeiros para o incentivo a novas práticas de recuperação do cerrado.

PRIORIDADES DA ALIANÇA


  • O fortalecimento da agenda de conservação do cerrado em áreas de proteção de mananciais;
  • A recuperação da vegetação do cerrado em áreas de preservação permanentes e reservas legais públicas e/ou privadas;
  • A valorização da sociobiodiversidade do bioma, seus aspectos histórico-culturais e sua cultura tradicional;
  • O fomento à conservação e uso sustentável do Cerrado por meio de pesquisa, educação ambiental e do fomento de uma cultura de valorização do bioma e de sua sociobiodiversidade;
  • O estimulo de práticas de produção agrícola sustentáveis, como agrofloresta, agroecologia, práticas de agricultura de baixo carbono;
  • O desenvolvimento de mecanismos financeiros que incentivem, estimulem e apoiem a conservação e a recuperação ambiental do Cerrado no Território do Distrito Federal e RIDE (Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal).

Os membros da Aliança Cerrado são:

  • Adasa
  • Associação Alternativa Terrazul
  • Associação dos Engenheiros Florestais do Distrito Federal – AEFDF
  • Caesb
  • Caixa Seguradora
  • Centro Agroflorestal Mundial – ICRAF
  • Centro de Referência em Conservação da Natureza e Recuperação de Áreas Degradadas – CRAD
  • Centro Internacional de Referencia em água e Transdisciplinaridade – CIRAT
  • CEB
  • Terracap
  • Novacap
  • Corpo de Bombeiros do DF
  • Embrapa
  • Emater
  • Excelsa Engenharia e Consultoria Ambiental e Florestal Ltda
  • Fundação Banco do Brasil – FBB
  • Fundação Cidade da Paz – Unipaz
  • Fundação Mais Cerrado
  • Fundação Pró-Natureza – Funatura
  • ICMBio
  • Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Apoio à Agricultura Familiar – Rede Terra
  • Ibram
  • Instituto de Permacultura, Organização, Ecovilas e Meio Ambiente – IPOEMA
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia
  • Instituto Internacional de Educação do Brasil
  • Instituto Oca do Sol
  • Instituto Sálvia – Issa
  • Instituto Sociedade, População e Natureza – ISPN
  • Instituto Socioambiental
  • Instituto Socioeconômico de Desenvolvimento Social Transformar – Instituto Transformar
  • Jardim Botânico de Brasília – JBB
  • Mutirão Agroflorestal
  • Polícia Militar Ambiental do DF
  • Prefeitura de Alto Paraíso – Goiás
  • Rede das Comunidades da Bacia do Rio São Bartolomeu – Rede Bartô
  • Rede de Sementes do Cerrado – RSC
  • Secretaria de Educação, Esporte e Lazer do Distrito Federal
  • Secretaria de Estado de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural – Seagri
  • Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação
  • Secretaria de Estado do Meio Ambiente do DF – Sema
  • Serviço Florestal Brasileiro -SFB/MMA
  • Sociedade Responsável
  • Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Tecnologia – Unesco
  • União Internacional para a Conservação da Natureza – UICN
  • Universidade Católica de Brasília – UCB
  • Universidade de Brasília – UnB
  • Urbanizadora Paranoazinho S.A – UPSA
  • WWF-Brasil 

Mais informações:

E-mail: comunicacaosema@gmail.com

Telefone: (61) 3214 – 5611

Site: http://aliancacerrado.net/

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[dt_tab title=”Unidades de Conservação”]

O Cerrado possui apenas 8,21% de seu território legalmente protegido por unidades de conservação; desse total, 2,85% são unidades de conservação de proteção integral e 5,36% de unidades de conservação de uso sustentável, incluindo RPPNs (0,07%). Conheça melhor cada uma das unidades de conservação que estão dentro do Cerrado.

Popularmente conhecidas como parques e reservas, as 327 Unidades de Conservação federais geridas pelo Instituto Chico Mendes são áreas de rica biodiversidade e beleza cênica. Criadas por Decreto presidencial ou Lei, essas unidades estão divididas em dois grandes grupos – o de Proteção Integral e o de Uso Sustentável – e ao todo em 12 categorias.

PROTEÇÃO INTEGRAL

São aquelas Unidades de Conservação que têm como objetivo básico preservar a natureza, livrando-a, o quanto possível, da interferência humana; nelas, como regra, só se admite o uso indireto dos recursos naturais, isto é, aquele que não envolve consumo, coleta, dano ou destruição, com exceção dos casos previstos na Lei do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).

Compreendem as seguintes categorias: Estação Ecológica (ESEC), Reserva Biológica (REBIO), Parque Nacional (PARNA), Monumento Natural (MN) e Refúgio de Vida Silvestre (REVIS). O Instituto Chico Mendes gerencia 146 Unidades de Conservação de Proteção Integral.

USO SUSTENTÁVEL

São aquelas Unidades de Conservação cujo objetivo básico é compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela de seus recursos naturais. Elas visam a conciliar a exploração do ambiente com a garantia de perenidade dos recursos naturais renováveis considerando os processos ecológicos, de forma socialmente justa e economicamente viável.

Constituem este grupo as seguintes categorias: Área de Proteção Ambiental (APA), Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE), Floresta Nacional (FLONA), Reserva Extrativista (RESEX), Reserva de Fauna (REFAU), Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) e Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN). Ao todo o Instituto Chico Mendes faz gestão de 181 Unidades de Conservação de Uso Sustentável.

GRUPO DE PROTEÇÃO INTEGRAL

ESTAÇÃO ECOLÓGICA

altÁrea que tem como objetivos a preservação da natureza e a realização de pesquisas científicas. Só é permitido o uso indireto dos recursos naturais, ou seja, apenas a utilização que não envolva consumo, coleta, dano ou destruição destes recursos. É proibida a visitação pública, exceto se com objetivo educacional, conforme definir o Plano de Manejo ou regulamento específico desta categoria de Unidade de Conservação. A pesquisa depende de autorização prévia do Instituto Chico Mendes e está sujeita às condições e restrições por ele estabelecidas. A alteração desses ecossistemas só é permitida nos casos de medidas que visem restaurar os ecossistemas por ventura modificados; o manejo de espécies com a finalidade de preservação da biodiversidade biológica; a coleta de componentes dos ecossistemas com finalidades científicas e a realização de pesquisas científicas.

RESERVA BIOLÓGICA 

altEsta categoria de Unidade de Conservação visa à preservação integral da biota e demais atributos naturais, sem interferência humana direta ou modificações ambientais. A exceção fica por conta de medidas de recuperação de seus ecossistemas alterados e de ações de manejo necessárias para recuperar e preservar o equilíbrio natural, a diversidade biológica e seus processos ecológicos naturais. A visitação pública é proibida, com exceção da de caráter educacional, segundo o definido em Plano de Manejo da unidade. A pesquisa depende de autorização prévia do Instituto Chico Mendes e também está sujeita às condições e restrições por ele estabelecidas.

PARQUE NACIONAL

alt
Os parques nacionais são a mais popular e antiga categoria de Unidades de Conservação. Seu objetivo, segundo a legislação brasileira, é preservar ecossistemas de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas, realização de atividades educacionais e de interpretação ambiental, recreação e turismo ecológico, por meio do contato com a natureza. O manejo dos parques, feito pelo Instituto Chico Mendes, leva em consideração a preservação dos ecossistemas naturais, a pesquisa científica, a educação, a recreação e o turismo. O regime de visitação pública é definido no Plano de Manejo da respectiva unidade.

MONUMENTO NATURAL 

alt

 Categoria de Unidade de Conservação que tem como objetivo básico preservar sítios naturais raros, singulares e/ou de grande beleza cênica. Pode ser constituído por propriedades particulares, desde que haja compatibilidade entre os objetivos da unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais por parte dos proprietários. Se não houver compatibilidade, a área é desaproriada. É permitida visitação aos monumentos naturais, e a pesquisa depende de prévia autorização do Instituto Chico Mendes.

 

REFÚGIO DE VIDA SILVESTRE

altEstes refúgios surgem com o objetivo de proteger ambientes naturais onde se asseguram condições para a existência ou reprodução de espécies ou comunidades da flora local e da fauna residente ou migratória. Eles podem ser constituídos, assim como os monumentos naturais, por áreas particulares, seguindo as mesmas exigências legais.

 

GRUPO USO SUSTENTÁVEL

ÁREA DE PROTEÇÃO AMBIENTAL 

altÁrea em geral extensa, com certo grau de ocupação humana, com atributos bióticos, abióticos, estéticos ou culturais importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas. As APAs tem como objetivo proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais. Cabe ao Instituto Chico Mendes estabelecer as condições para pesquisa e visitação pelo público.

 

ÁREA DE RELEVANTE INTERESSE ECOLÓGICO 

altÁrea em geral de pequena extensão, com pouca ou nenhuma ocupação humana, com características naturais singulares ou mesmo que abrigam exemplares raros da biota regional. Sua criação visa a manter esses ecossistemas naturais de importância regional ou local, bem como regular o uso admissível destas áreas, compatibilizando-o com os objetivos da conservação da natureza.

 

FLORESTA NACIONAL 

altÁrea com cobertura florestal de espécies predominantemente nativas, criadas com o objetivo básico de uso múltiplo sustentável dos recursos florestais e pesquisa científica, voltada para a descoberta de métodos de exploração sustentável destas florestas nativas. É permitida a permanência de populações tradicionais que habitam a área, quando de sua criação, conforme determinar o plano de manejo da unidade. A visitação pública é permitida, mas condicionada às normas especificadas no plano de manejo. A pesquisa é permitida e incentivada, sujeitando-se à prévia autorização do Instituto Chico Mendes.

RESERVA EXTRATIVISTA 

altÁrea utilizada por populações extrativistas tradicionais, cuja subsistência baseia-se no extrativismo e, complementarmente, na agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. Sua criação visa a proteger os meios de vida e a cultura dessas populações, assegurando o uso sustentável dos recursos naturais da unidade. As populações que vivem nessas unidades possuem contrato de concessão de direito real de uso, tendo em vista que a área é de domínio público. A visitação pública é permitida, desde que compatível com os interesses locais e com o disposto no plano de manejo da unidade. A pesquisa é permitida e incentivada, desde que haja prévia autorização do Instituto Chico Mendes.

RESERVA DE FAUNA

Área natural com populações de animais de espécies nativas, terrestres e aquáticas, residentes ou migratórias, adequadas para estudos técnico-científicos sobe o manejo econômico sustentável dos recursos faunísticos. A visitação pública é permitida, desde que compatível com o manejo da unidade. É proibida na área a prática da caça amadorística ou profissional. Mas pode haver comercialização dos produtos e subprodutos resultantes das pesquisas, desde que obedeçam o disposto na legislação brasileira sobre fauna. O Instituto Chico Mendes ainda não criou nenhuma Unidade de Conservação desta categoria.

RESERVA DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 

altÁrea natural que abriga populações tradicionais, que vivem basicamente em sistemas sustentáveis de exploração dos recursos naturais, desenvolvidos ao longo de gerações e adaptados às condições ecológicas locais. Esta categoria desempenha papel fundamental na proteção da natureza, bem como na manutenção da diversidade biológica. Tal uso é regido, como nas Reservas Extrativistas, por contrato de concessão de direito real de uso, uma vez que a área da RDS é de domínio público.
 

RESERVA  PARTICULAR DO PATRIMÔNIO NATURAL

São Unidades de Conservação instituídas em áreas privadas, gravadas com perpetuidade, com o objetivo de conservar a diversidade biológica ali existente. Com isso, tem-se o engajamento do cidadão na proteção dos ecossistemas brasileiros, dando-lhe incentivo à sua criação, como isenção de impostos. O SNUC especifica que é compatível a conservação da natureza nessas áreas, com o uso sustentável de parcela de seus recursos ambientais renováveis, bem como dos processos ecológicos essenciais, mantendo a biodiversidade e atributos ecológicos. Uso sustentável aqui subentende-se a realização de pesquisa científica e visitação pública com finalidade turística, recreativa e educacional.

Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/categorias

Agora conheçam as Unidades de Conservação Federais dentro do Cerrado, basta clicar em cada um dos links:

APA da Serra de Tabatinga
APA Carste de Lagoa Santa
APA Cavernas do Peruaçu
APA da Bacia do Rio Descoberto
APA da Bacia do Rio São Bartolomeu
APA das Nascentes do Rio Vermelho
APA do Planalto Central
APA Meandros do Rio Araguaia
APA Morro da Pedreira
Arie Capetinga/Taquara
 
Esec de Iquê
Esec de Pirapitinga
Esec de Uruçuí-Una
Esec Serra das Araras
Esec Serra Geral do Tocantins
Flona da Mata Grande
Flona de Brasília
Flona de Capão Bonito
Flona de Cristópolis
Flona de Paraopeba

Flona de Silvânia

Parna Cavernas do Peruaçu

Parna da Chapada das Mesas

Parna da Chapada dos Guimarães

Parna da Chapada dos Veadeiros

Parna da Serra da Bodoquena

Parna da Serra da Canastra

Parna da Serra do Cipó

Parna das Emas

Parna das Sempre-Vivas

Parna de Brasília

Parna do Araguaia

Parna Grande Sertão Veredas

Parna Nascentes do Rio Parnaíba

RDS Nascentes Geraizeiras

Rebio da Contagem

Resex Mata Grande

Resex Chapada Limpa

Resex de Recanto das Araras de Terra Ronca

Resex Extremo Norte do Estado do Tocantins

Resex Lago do Cedro
Revis das Veredas do Oeste Baiano
RPPN Bom Retiro
RPPN Buraco das Araras
RPPN Comodato Reserva de Peti
RPPN Curucaca I
RPPN Estação Biológica Mata do Sossego
RPPN Estância Ecológica SESC – Pantanal
RPPN Fazenda Bom Jardim (LAFARGE)
RPPN Refúgio do Macuco
RPPN Reserva da Cachoeira
RPPN Reserva do Jacob
RPPN Santuário do Caraça
RPPN Santuário Ecológico Olhos D’Água
RPPN Serra do Tombador
RPPN Soluar
RPPN Unidade de Conservação de Galheiros
RPPN Vale das Araras

 

Fonte: http://www.icmbio.gov.br/portal/unidadesdeconservacao/biomas-brasileiros/cerrado

Listagem das Unidades de Conservação do Distrito Federal administradas pelo Instituto Brasília Ambiental (Ibram):

* APA de Cafuringa
* APA do Lago Paranoá
* APA do São Bartolomeu
* APA Gama e Cabeça de Veado
* ARIE Cruls
* ARIE da Granja do Ipê
* ARIE da Vila Estrutural
* ARIE do Bosque
* ARIE do Córrego Cabeceira do Valo
* ARIE do Córrego Mato Grande
* ARIE do Paranoá Sul

* ARIE do Riacho Fundo
* ARIE do Torto
* ARIE Dom Bosco
* ARIE JK
* Estação Ecológica de Águas Emendadas – ESEC-AE: http://www.cbhmaranhao.df.gov.br/aguas_emendadas/historico.asp

UCs Estaduais

27/04/2015 11h05 – Atualizado em 17/08/2017 16h03

Fonte: http://www.secima.go.gov.br/post/ver/196928/uc

Publicações:

Águas Emendadas / Distrito Federal. Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente; Fernando Oliveira Fonseca (org.), Brasília: Seduma, 2008.

http://www.cbhmaranhao.df.gov.br/aguas_emendadas/documentos/Aguas_Emendadas.pdf
* Monumento Natural do Morro da Pedreira
* REBIO do Cerradão
* REBIO do Descoberto
* REBIO do Gama
* REBIO do Guará

Fonte: http://www.ibram.df.gov.br/informacoes/unidade-de-conservacao.html

Saiba mais sobre as Unidades de Conservação do DF consultando o Guia de Unidades de Conservação do Distrito Federal

http://www.youblisher.com/p/1027269-Guia-de-Unidades-de-Conservacao/

– LIMA, Priscylla Cristina Alves de. As RPPNs da Chapada dos Veadeiros: disposições, motivações e práticas sociais. 2013. 160 f., il. Dissertação (Mestrado em Desenvolvimento Sustentável)—Universidade de Brasília, Brasília, 2013.

As Reservas Particulares do Patrimônio Natural – RPPNs – são unidades de conservação de uso sustentável criadas em propriedades privadas, de forma voluntária. As restrições a que estão sujeitas as tornam semelhantes às unidades de conservação de proteção integral. Dessa forma, são unidades de conservação singulares, surgidas da vontade da sociedade civil em proteger a natureza e podem promover a conservação de seus habitats sem grandes intervenções humanas. A Chapada dos Veadeiros, região localizada no nordeste de Goiás, tem 15 RPPNs federais, localizadas em torno do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. A criação de RPPNs representa uma estratégia viável para a região, considerada área prioritária para projetos de conservação da biodiversidade no Brasil e que ainda possui áreas preservadas para a criação de novas unidades de conservação. As RPPNs podem e devem cumprir um papel importante em todos os modelos de gestão integrada e participativa adotados no país. Com base na metodologia da história oral, a proposta deste trabalho foi investigar, pelos relatos de vida dos proprietários e gestores das RPPNs da região, as tramitações para a criação e manutenção das RPPNs, destacando as dificuldades encontradas. A dissertação conta a história dessas reservas e as práticas adotadas por seus proprietários, enfatizando que o incentivo à criação das RPPNs por meio de projetos governamentais ou de ONGs mostra-se decisivo para o aumento dessas áreas protegidas na região. Conclui-se que muitos são aqueles que se mantém motivados, muitas vezes, por valores ambientais e por respeito à natureza apesar das dificuldades na criação e manutenção de suas reservas e da falta de incentivo e diálogo entre o governo e os proprietários.

http://repositorio.unb.br/handle/10482/13884

– Senna. Roseli. Políticas de conservação da biodiversidade e conectividade entre remanescentes de Cerrado. Tese de Doutorado. Centro de Desenvolvimento Sustentável, Universidade de Brasília,  2007.

http://repositorio.unb.br/bitstream/10482/4825/1/2007_Roseli%20Senna.pdf

Maciel, Luiz Gustavo. Efetividade e eficácia das Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente nos Cerrados, Dissertação Desenvolvimento Sustentável, CDS-UnB, 2008.

Link

Áreas Protegidas no Bioma Cerrado: fragmentos vegetacionais sob forte pressão.
Fanuel Nogueira Garcia
Laerte Guimarães Ferreira
Juliana Ferreira Leite

http://www.dsr.inpe.br/sbsr2011/files/p0361.pdf

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[dt_tab title=”Reserva da Biosfera”]

Reservas da Biosfera são áreas que incluem ecossistemas terrestres e costeiros internacionalmente reconhecidas por sua importância para a proteção da biodiversidade e para a promoção do desenvolvimento sustentável. No Brasil, as reservas da biosfera fazem parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC).O que é uma reserva da biosfera

Reserva da Biosfera (RB) é um modelo, adotado internacionalmente, de gestão integrada, participativa e sustentável dos recursos naturais. São reconhecidas pelo Programa “O Homem e a Biosfera (MAB)” da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). Essas áreas devem ser locais de excelência para trabalhos de pesquisa científica, experimentação e demonstração de enfoques para conservação e desenvolvimento sustentável na escala regional.

Cada Reserva da Biosfera deve ser constituída por 3 zonas:

  • uma ou mais áreas-núcleo, destinadas à proteção integral da natureza (podem ser integradas por UC já criadas);
  • uma ou mais zonas de amortecimento, onde só são admitidas atividades que não resultem em dano para as áreas-núcleo;
  • uma ou mais zonas de transição, sem limites rígidos, onde o processo de ocupação e o manejo dos recursos naturais são planejados e conduzidos de modo participativo e em bases sustentáveis.

Zoneamento de uma Reserva da Biosfera

A gestão de cada Reserva da Biosfera é feita por um Conselho Deliberativo, que tem como objetivos principais:

  • Aprovar a estrutura do sistema de gestão de sua RB e coordená-lo;
  • Elaborar planos de ação da RB, propondo prioridades, metodologias, cronogramas, parcerias e áreas temáticas de atuação;
  • Reforçar a implantação da RB pela proposição de projetos pilotos em pontos estratégicos de sua área de domínio.

Rede de Reservas da Biosfera

Voltadas à conservação da biodiversidade, à promoção do desenvolvimento sustentável e à manutenção de valores culturais associados ao uso de recursos biológicos, as Reservas são zonas delimitadas no interior dos países e internacionalmente reconhecidas pelo programa MAB (Homem e Biosfera) da UNESCO criado em 1971 . A Rede Brasileira de Reservas da Biosfera foi criada em 1995 e é coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA). A Lei nº 9.985 regulamentada pelo Decreto nº 4.340/2002 é o Instrumento que legitimizou o Programa “Reserva da Biosfera” no contexto das políticas públicas.A Rede possui 6 Reservas da Biofera:

Reservas da Biosfera no Brasil

Reserva da Biosfera do Cerrado

A Reserva da Biosfera do Cerrado teve até o presente definidas três fases que se situam em regiões do Distrito Federal e dos estados de Goiás, Tocantins, Maranhão e Piauí.
A Reserva da Biosfera Cerrado compreende uma área de 296.500 km² e foi instituída em três fases: a primeira em 1993, compreendendo a Resbio do Distrito Federal; a segunda em 2000, localizada no nordeste de Goiás e representada pelo nome Reserva da Biosfera Goyaz; a terceira em 2001, referente à Resbio que compreende os estados do Tocantins, Piauí e Maranhão.

A Reserva da Biosfera do Cerrado abrangia 28.745.452,27 ha distribuídos em áreas núcleos, zonas de amortecimento e zonas de transição. A revisão dos Limites da Reserva da Biosfera (RB) do Cerrado foi aprovada no dia 17 de setembro de 2018 em Brasília (DF), durante a 11ª Reunião Ordinária da Comissão Brasileira do Programa Homem e Biosfera (Cobramab). O novo desenho se caracteriza por levar em conta a conectividade do Cerrado com os biomas Caatinga, Mata Atlântica e Pantanal. Abrange cerca de 74 milhões de hectares e inclui os estados da Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e São Paulo, que se juntam ao Distrito Federal, Goiás, Piauí, Tocantins e Maranhão, que já compunham a RB. O documento será encaminhado para avaliação da Unesco.

PORTARIA Nº 275, DE 5 DE JULHO DE 2018 Composição do Conselho Deliberativo da RBC

http://portal.imprensanacional.gov.br/materia/-/asset_publisher/Kujrw0TZC2Mb/content/id/29306662/do1-2018-07-10-portaria-n-275-de-5-de-julho-de-2018-29306638

São 19 áreas-núcleos (listadas abaixo) que juntas somam 3.706.449.93 ha, embora duas delas não façam parte do zoneamento em uso, como Parque Municipal de Itiquira (GO) e Parque Nacional de Sete Cidades (PI):

1. Estação Ecológica de Águas Emendadas (DF);

2. Parque Nacional de Brasília (DF);

3. Jardim Botânico de Brasília (DF)

4. Reserva Ecológica do IBGE (DF);

5. Fazenda Água Limpa da Universidade de Brasília (DF);

6. Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros (GO);

7. Parque Estadual de Terra Ronca (GO);

8. Parque Municipal de Itiquira (GO);

9. Parque Nacional do Araguaia (TO);

10. Parque Nacional das Nascentes do Parnaíba (PI);

11. Parque Nacional de Sete Cidades (PI);

12. Estação Ecológica Uruçuí-Una (PI);

13. Parque Estadual do Mirador (MA);

14. Parque Estadual do Cantão (TO);

15. Parque Estradual do Jalapão (TO);

16. RPPN Marvão (PI); 17. RPPN Fazenda Centro (PI);

18. RPPN Boqueirão dos Frades (PI);

19. RPPN Fazenda Boqueirão (PI).

* RESERVA DA BIOSFERA DO CERRADO NO DISTRITO FEDERAL

As áreas nucleares da Reserva da Biosfera no Distrito Federal englobam uma área aproximada de 48.000 ha de áreas protegidas de formações de Cerrado. Em torno das zonas nucleares encontram-se as Zonas Tampão e as Zonas de Transição que tem a função de proteção e de corredores ecológicos.

* RESERVA DA BIOSFERA DO CERRADO, UM PATRIMÔNIO DE BRASÍLIA
Avaliação dos Dez Anos de Criação da Reserva da Biosfera do Cerrado-DF.

(Powerpoint apresentado no 1º Simpósio sobre o Bioma Cerrado, no dia 2/7/2008).

 
 
 

Reserva da Biosfera do Cerrado

A zona nuclear da Reserva da Biosfera do Cerrado – Fase I compreende as áreas do Parque Nacional de Brasília (PNB), Estação Ecológica de Águas Emendadas, Jardim Botânico, Reserva do IBGE (RECOR) e Fazenda Água Limpa da Universidade de Brasília, sendo que as três últimas unidades encontram-se situadas na Área de Proteção Ambiental do Gama e Cabeça de Veado.

mapa Mosaico de áreas protegidas. 1) EEJBB e Jardim Botânico de Brasília; 2) Reserva Ecológica do IBGE e 3) Fazenda Água Limpa – UnB. Em vermelho a APA dos córregos Gama e Cabeça de Veado (Fonte JBB)

1) Parque Nacional de Brasília (PNB):

Criado pelo Decreto Federal n.º 241, em 29 de novembro de 1961, com cerca de 30 mil hectares, o Parque Nacional de Brasília teve seus limites redefinidos pela Lei Federal nº 11.285 de 08 de março de 2006 e atualmente possui uma área de 42.389,01 hectares.

Além disso, o parque protege ecossistemas típicos do Cerrado do Planalto Central e abriga as bacias dos córregos formadores da represa Santa Maria, que é responsável pelo fornecimento de 25% da água potável que abastece a Capital Federal.

Diversos tipos de vegetação compõem a Unidade de Conservação, tais como: a mata de galeria pantanosa, mata de galeria não pantanosa, vereda, cerrado sensu stricto, cerradão, mata seca, campo sujo, campo limpo, campo rupestre, campo úmido e campo de murundus.

Mapa de vegetação do Parque Nacional de Brasília

A fauna é abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção, tais como: lobo-guará (Chrysocyon brachyurus), tatu-canastra (Priodontes maximus), tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), jaguatirica (Leopardus pardalis), ouriço-caixeiro (Coendou prehensilis); além de espécies endêmicas como pequeno roedor (Akodom lindberg), gralha-do-campo (Cyanocorax cristatellus), papagaio-galego (Alipiopsitta xanthops).

Várias outras espécies não ameaçadas compõem a biodiversidade do parque, a exemplo de mamíferos, aves, répteis, anfíbios, peixes, e de grupos pouco estudados como moluscos, crustáceos, insetos e pequenos organismos.

O parque é também uma das principais opções da região para se conhecer os valores naturais do Cerrado e realizar práticas recreativas. Conta com duas piscinas de água corrente, trilhas interpretativas e Centro de Visitantes.

A área recém incorporada, na região noroeste do Distrito Federal, agrega ao parque vários ambientes como: vales escarpados, cachoeiras, nascentes, rios e matas de encosta e de galeria; possibilita a conexão com fragmentos de cerrado nativo, essenciais para formação de corredores ecológicos e intercâmbio genético das espécies de fauna e flora, além de oferecer novas opções para o uso público.

2) Estação Ecológica de Águas Emendadas

Águas Emendadas situa-se no nordeste do Distrito Federal, ao norte da Região Administrativa de Planaltina. Localiza-se a uma distância de aproximadamente 50 km do centro de Brasília e a 5 km do centro de Planaltina. A área de preservação ambiental é de 10.547,21 hectares.

Dentro desta unidade de conservação nascem duas das principais bacias hidrográficas brasileiras: ao norte a bacia do Tocantins e, ao sul, a bacia do Paraná-Prata. Ocorre nessa região um extraordinário fenômeno hidrográfico: o nascimento de duas grandes bacias continentais, vertendo de um mesmo ponto. Em uma vereda de aproximadamente 6 km de extensão afloram dois córregos em lados opostos: o córrego Vereda Grande corre para o norte, encontra o rio Maranhão que vai alimentar o caudaloso rio Tocantins. O córrego Brejinho corre para o sul, engrossa o córrego Fumal e logo após, para o rio São Bartolomeu, depois para o Corumbá, desaguando no Paranaíba e formando então o rio Paraná.

Em agosto de 1968 foi criada a Reserva Biológica de Águas Emendadas com 5000 hectares. Com o rápido crescimento de Brasília e com a necessidade de preservar locais históricos e a vegetação do Planalto Central, sua área dobrou de tamanho, incorporando a lagoa Mestre D´Armas ou Bonita. Mais tarde passou a ser denominada de Estação Ecológica de Águas Emendadas – ESEC-AE.
Águas Emendadas1
               A ESEC-AE é uma unidade de conservação de proteção integral destinada à proteção do ambiente natural, realização de pesquisas básica e aplicada em ecologia e à educação conservacionista. Pelo seu excelente estado de conservação dos ecossistemas foi declarada em 1992 pela Unesco como uma das áreas que compõem a área nuclear da Reserva da Biosfera do Cerrado (fase I). A vegetação é de cerradão, cerrado stricto sensu, campo cerrado, capo sujo, campo limpo, mata de galeria alagada e não alagada, veredas, campo úmido e campo de murunduns. Grande número de animais do cerrado se abriga e se alimenta em Águas Emendadas, podendo ainda encontrar alguns mamíferos ameaçados de extinção, como o lobo-guará, veado-campeiro, tatu-canastra e o tamanduá-bandeira. Muitas aves podem ser observadas com freqüência, como tucanos, papagaios, carcarás e seriemas.

http://www.recursoshidricos.df.gov.br/aguas_emendadas/planos/PlanoManejo_VersaoResumida.pdf

3) Reserva Ecológica do IBGE

A Reserva Ecológica do IBGE, criada em 22 de dezembro de 1975, vem se consolidando como um importante centro de pesquisas do Bioma Cerrado. Possui uma área de 1300 hectares, que se localiza a 26 quilômetros ao sul de Brasília.

A Reserva Ecológica do IBGE (RECOR) é uma unidade de conservação permanente criada pela presidência do IBGE, em 1975. Está situada a 30 km ao sul do centro de Brasília/ DF, Km 0, BR 251, nas coordenadas geográficas de 15º 56′ 41″ S e 47º 53′ 07″W e possui 1.360 hecttares. Em sua área podem ser encontradas as principais fitofisionomias do Cerrado, nascentes de importantes cursos d’água que formam a Bacia do Paranoá, fauna silvestre diversificada e um importante acervo de conhecimento científico, acumulado ao longo de 34 anos de pesquisas ecológicas focadas nas observações de longo prazo.

Reserva do IBGE
http://www.recor.org.br

4) Jardim Botânico de Brasília

Números de espécies na Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasíli

O Jardim Botânico de Brasília tem cerca de 5 mil hectares (500 deles destinados à visitação); o lugar abriga a Estação Ecológica Jardim Botânico de Brasília, com 1.337 espécies típicas de flora e 81 de mamíferos, 277 de aves e 90 de anfíbios e répteis. O lugar foi criado por meio do Decreto nº 14.422, de 1992.

A Estação Ecológica do Jardim Botânico de Brasília – EEJBB- é administrada pelo Jardim Botânico de Brasília – JBB, criado em 08 de março de 1985, possui 5.000 hectares, e vem atuando em pesquisa, conservação e manutenção de germoplasma do Cerrado in situ e ex situ. Os objetivos institucionais do JBB, definidos pelo seu corpo técnico, são: “Promover a conservação da flora do Cerrado e suas coleções científicas, a pesquisa, a educação ambiental e o lazer orientado, contribuindo para o esforço global do desenvolvimento sustentável”. Tais objetivos consideraram os atributos legais que regem Jardins Botânicos, como as Resoluções CONAMA 266/2000 e 339/2004.

A área abriga ainda o manancial Cabeça de Veado, de onde é captada a água para a Estação de Tratamento Lago Sul. A unidade da Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb) abastece as regiões do Lago Sul e do Jardim Botânico.

jardim botânico de Brasília1

 

5) A Fazenda Água Limpa (FAL)

A Fazenda Água Limpa (FAL) da Universidade de Brasília (UnB) está distante 28 Km da sede do Campus Universitário da Asa Norte e faz parte da Área de Proteção Ambiental (APA), Bacia do Gama, Cabeça de Veado. Possui uma área de aproximadamente 4.340 há destinado a preservação (2.340 ha) a conservação (800 há) a produção (1.200 há). Possui uma infra-estrura básica voltada para o processo de ensino, pesquisa e extensão com ênfase às áreas de Agronomia, Biologia, Engenharia Florestal, Ecologia, Botânica, Zoologia, Fisiologia, Zootecnia e Fitologia. Limita-se ao norte com o Ribeirão do Gama e o Núcleo Rural da Vargem Bonita, ao sul com a BR-251, que liga Brasília (DF) a Unaí (MG), ao leste com o Córrego Taquara e o IBGE, e ao oeste com a estrada de ferro e o Country Club de Brasília.
A ARIE Capetinga-Taquara na Estação Ecológica da UnB – Fazenda Água Limpa,  o Jardim Botânico, assim como o Parque Nacional de Brasília e a Estação Ecológica de Águas Emendadas são a sua área núcleo, intocável e de proteção integral, enquanto que o seu entorno, por exemplo, o restante da APA Gama e Cabeça de Veado, onde se insere o Setor de Mansões Park Way e os Núcleo Rurais da Vargem Bonita e do Córrego da Onça, são áreas onde os usos humanos respectivos devem ser reduzidos ou condicionados a regras de manejo que não firam a integridade e objetivos das unidades de conservação inseridas na APA e da própria Reserva da Biosfera do Cerrado.

Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado

A Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado, localizada no Distrito Federal tem cerca de 25.000 hectares e engloba áreas urbanas, rurais e de preservação e experimentação como o Jardim Botânico de Brasília, a Reserva Ecológica do IBGE, a Fazenda Experimental Água Limpa da UnB, a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Cerradão e o Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo. A APA Gama e Cabeça de Veado foi criada pelo Decreto nº 9417 de 21 de abril de 1986, pelo Governo do Distrito Federal, tendo como um dos principais objetivos a proteção das cabeceiras dos cursos d’água que integram a bacia do Paranoá, e é hoje uma das zonas-núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado dentro do Distrito Federal. A APA está localizada na área core do Cerrado e contém as principais fisionomias de vegetação deste bioma. São encontradas: mata de galeria, cerradão, cerrado sentido restrito, campo sujo, campo limpo, vereda, campo rupestre, campo de murundú.
A APA é composta por zonas de uso direto, Zona Tampão ou de amortecimento e pelas Zonas de Vida Silvestre. Na Zona Tampão, são permitidas atividades humanas de baixo impacto, visando disciplinar a ocupação do entorno da Zona de Vida Silvestre, na qual estão incluídas as seis unidades de conservação existentes dentro da APA (Área de Relevante Interesse Ecológico – ARIE – Capetinga – Taquara, Estação Ecológica da UnB, Estação Ecológica do Jardim Botânico, Reserva Ecológica do IBGE, o Santuário da Vida Silvestre do Riacho Fundo e a ARIE do Cerradão). A APA está ainda inserida na área núcleo e tampão da Reserva da Biosfera do Cerrado, criada pela Lei Distrital N° 742/94 (FELFILI & SANTOS, 2002).

mapa APA Gama e Cabeça de Veado

A EEJBB, juntamente com a Reserva Ecológica do IBGE e a Fazenda Água Limpa da Universidade de Brasília, áreas protegidas vizinhas, integram a Zona de Vida Silvestre da Área de Proteção Ambiental Gama Cabeça de Veado e a Área Núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado, um mosaico de unidades de conservação que possibilita a proteção ambiental da região.

Desde novembro de 2016 existe um Comitê Distrital da Reserva da Biosfera do Cerrado — grupo de fomento às políticas de desenvolvimento sustentável para o Cerrado está constituído por 28 integrantes — 14 representantes do poder público e 14 da sociedade civil.

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[dt_tab title=”Mapas”]

Mapa_Hidrografico_Final_2016_MENOR_300_dpimapa do desmatamento do Cerrado 2010

mapa do PNB

Mapa da região da Matopiba

mapa áreas prioritárias para conservação da biodiversidade no cerrado e pantanal

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[dt_tab title=”Recuperação”]

PUBLICAÇÕES:

  • Cartilha Protocolo de monitoramento da recomposição da vegetação nativa no DF (2017)

Este protocolo é parte dos esforços da Aliança Cerrado em regulamentar a legislação ambiental que trata da Recomposição da Vegetação Nativa no Distrito Federal, atendendo o Programa de Regularização Ambiental PRA/DF, o Licenciamento Ambiental, a Compensação Florestal, as Autorizações Ambientais, a Autuação Fiscal e as Determinações Judiciais. Constitui ferramenta essencial para o acompanhamento do cumprimento das metas e objetivos da restauração ecológica no Cerrado.

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Refazendo o Cerrado – Plantio direto de sementes e reúso do solo  se mostram técnicas viáveis para restaurar a vegetação nativa

Em novembro de 2016, um grupo de biólogos, agrônomos e técnicos, alguns deles pilotando tratores com carretas normalmente usadas para aplicar calcário no solo, espalhou terra misturada com sementes de 80 espécies de gramíneas, arbustos e árvores nativas do Cerrado em um plantio experimental de 96 hectares no município de Alto Paraíso, nordeste de Goiás, que faz parte
do Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Em março deste ano, as plantas – já com 10 centímetros de altura – começavam
a formar um tapete verde sobre a área antes ocupada por um capinzal de espécies africanas, que crescem com
rapidez e tomam o espaço das nativas. Com esse trabalho, o grupo Restaura Cerrado, com pesquisadores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), da Embrapa Recursos Genéticos e Biotecnologia, da Embrapa
Cerrados e da Universidade de Brasília (UnB), pretende colher evidências adicionais de que a chamada semeadura
direta pode realmente ser uma alternativa viável para repor a vegetação desse ambiente natural do Brasil. Essa técnica de
plantio consiste na aplicação de sementes já misturadas com terra sobre uma área a ser restaurada, que foi avaliada também
por outro grupo de pesquisa em São Paulo.

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Guia de plantas da regeneração natural do Cerrado e da Mata Atlântica / Paolo Alessandro Rodrigues Sartorelli, Eduardo Malta Campos Filho. — São Paulo : Agroicone, 2017.

Este guia traz uma compilação de espécies típicas do Cerrado e da Mata Atlântica, biomas hoje largamente ocupados pelas atividades do agronegócio. O objetivo é possibilitar aos diversos atores envolvidos com restauração florestal um olhar mais atento à regeneração natural e seus benefícios. Levando-se em conta o Código Florestal, essa técnica é aceita e pode ser implementada tanto para restaurar Reserva Legal como Áreas de Preservação Permanente (APPs).

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“Guia Técnico de Restauração Ecológica com Sistemas Agroflorestais”

O livro tem como principal objetivo orientar a adoção de sistemas agroflorestais (SAFs) na restauração e recuperação de áreas alteradas e degradadas por meio de estratégias que conciliem a conservação com benefícios sociais. Sua construção foi fruto de um processo participativo e de pesquisa envolvendo técnicos, agricultores, pesquisadores, formuladores de políticas e pra cantes nos temas da restauração e SAFs.

Além disso, o documento traz esclarecimentos sobre questões que estão no dia-a-dia dos floresteiros. Entre eles, o que é permitido em APP (Área de Proteção Permanente). Entre outros temas está quais são as espécies-chaves para a recuperação de áreas degradadas.

O Guia foi realizado em parceria com o ISPN (Instituto Sociedade População e Natureza), EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), UICN (Internacional Union for Conservation of Nature), Serviço Florestal Brasileiro e Mutirão Agroflorestal, entre outros apoiadores, realizadores e financiadores.

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– Crescimento de espécies nativas em um plantio de recuperação de Cerrado sentido restrito no Distrito Federal, Brasil

O objetivo desse estudo foi avaliar a sobrevivência e crescimento de espécies nativas, no período de cinco anos, em uma área em processo de recuperação de Cerrado sentido restrito no Instituto Nacional de Meteorologia, Distrito Federal.

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 Guia Restauração Cerrado Vol I Semeadura Direta

Os métodos descritos neste guia estão baseados nas experiências do grupo de pesquisa Restaura Cerrado (Embrapa Cenargen e Embrapa Cerrados, CECAT-ICMBio e Departamento de Ecologia-UnB). Nosso grupo vem testando métodos de semeadura direta de árvores, arbustos e ervas do Cerrado, transposição de camadas superficiais do solo (topsoil) de áreas mineradas e de construção civil, plantios de mudas e da regeneração natural (rebrota de raízes e germinação de sementes nativas em áreas degradadas). Realizamos estudos básicos sobre requerimentos para a germinação, consórcios com plantas agrícolas, preparo do solo e controle de espécies exóticas invasoras com o objetivo de identificar e desenvolver técnicas efetivas e com boa relação custo benefício para a restauração ecológica de áreas degradadas no Cerrado.

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Agricultores que cultivam árvores no Cerrado

Este livro trata de processos de restauração ecológica, entendida aqui num sentido amplo de aumento da complexidade da paisagem, da funcionalidade do ecossistema e da diversidade de espécies e ambientes. Ao mesmo tempo possui uma abordagem simplificada, pois preconiza o cultivo de árvores nativas na propriedade rural visando promover parte da restauração ecológica. Aqui focamos no plantio e no manejo de árvores em qualquer parte da propriedade, incluindo as Áreas de Preservação Permanente e Reservas Legais.

Espécies de Melastomataceae Juss com potencial para restauração ecológica de mata ripária no Cerrado

Melastomataceae Juss. é a sexta família em importância no bioma Cerrado, sendo comuns em vegetação secundária. As espécies desta família apresentam estratégias de vida e adaptações com grande produção de sementes, dispersão eficiente de propágulos, altas taxas de germinação e crescimento rápido que podem propiciar a ativação dos processos ecológicos envolvidos na regeneração natural de habitats perturbados. O objetivo foi caracterizar as espécies de Melastomataceae em vegetação secundária e avaliar seu potencial para uso na restauração ecológica de áreas degradadas de matas ripárias. Este estudo foi realizado na área experimental da Embrapa Cerrados, à margem direita do córrego Sarandi, Distrito Federal, Brasil, em uma área de um hectare, onde foram instadas parcelas e transectos para avaliação dos parâmetros: características botânicas, ecológicas e reprodutivas, síndromes de polinização e de dispersão de sementes, reprodução vegetativa, riqueza de espécies, abundância, cobertura, fenofases de floração e frutificação. A partir da análise destes parâmetros definiu-se os critérios para avaliar o potencial de uso das espécies na restauração ecológica. Entre as 14 espécies da família de Melastomataceae registradas, Miconia chamissois Naud. (35.42% e 42.53%), Ossaea congestifl ora (Naud.) Cong. (23.6% e 13.29%), Macairea radula DC (19.66% e 17.22%) e Tococa formicaria Mart. (6.78% e 3.87%) apresentaram maior abundância e cobertura, respectivamente. As espécies estudadas apresentaram, em sua maioria, grande oferta de recursos alimentares ao longo do ano, que, associadas a outras características permitiram identificar o potencial de restaurabilidade de cada espécie avaliada. O potencial para uso na restauração ecológica foi alto para as espécies: Miconia chamissois, Miconia ibaguensis, Miconia albicans, Miconia theaezans e To coca formicaria. Estas espécies podem atuar como nucleadoras, atraindo principalmente polinizadores e dispersores de sementes, aumentando o grau de conectividade entre os fragmentos e a área em processo de restauração ecológica. Dessa forma, acredita-se que o uso dessas espécies pode acelerar o processo de restauração ecológica por meio da maximização das interações biológicas.

http://www.scielo.org.mx/pdf/polib/n35/n35a1.pdf

Link

  • História contada por moradores locais sobre os problemas de degradação das veredas e secamento do rio Peruaçu e a resiliência dos sertanejos frente aos novos desafios ambientais.

Documentário curta-metragem Duração: 00:24:44 Roteiro, Direção, Imagens e Edição: Alexandre Jorge Pádua e Paulo Henrique G. de Souza

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