Anfíbios

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Os cientistas já conseguiram identificar 160 espécies de anfíbios (sapos, rãs e pererecas) no Cerrado. Desse total, 35 por cento são endêmicas, ou seja, ocorrem exclusivamente nos domínios do bioma. Em locais como a Chapada dos Veadeiros, por exemplo, existem cerca 42 espécies conhecidas.

Os sapos ajudam a contar a história da evolução da vida e dos processos que mantêm essa evolução no Cerrado. Segundo Reuber Brandão (2014),  “anfíbios ocupam um lugar estratégico nas cadeias alimentares ao processarem a biomassa (energia) de insetos e transformar essa biomassa em biomassa de vertebrado, disponível para outros predadores maiores (ou seja, sem sapos, não existiria energia disponível para predadores como serpentes e aves que comem carne)”. Ele cita ainda outros fatores que tornam o estudo dos sapos importantes. Eles servem como indicadores de qualidade ambiental e produzem substâncias que protegem a pele, que despertam o interesse da indústria química e farmacêutica.

O ornitólogo Marcelo Bagno dedicou-se a vida ao Cerrado foi homenageado na denominação dessa espécie, o P.Bagnoi. Crédito: Reuber Brandão

Próximo à Usina Hidrelétrica de Manso (MT), há 44 espécies diferentes de anfíbios. Espécies de anfíbios como sapos e pererecas existentes na região sul do bioma, área que abrange parte de Goiás, o oeste de Minas Gerais, oeste da Bahia e sul do Tocantins, poderiam desaparecer devido à destruição de seus habitats, que são áreas úmidas da floresta ou próximo de lagos ou cursos de água. Os anfíbios são muito sensíveis aos desequilíbrios ambientais e seu desaparecimento é um alerta para a velocidade das mudanças, inclusive climáticas. 30% de espécies ameaçadas de extinção são anfíbios, o que os coloca no topo da lista como os vertebrados mais ameaçados do planeta.

 Guia de Anfíbios do Distrito Federal

Seja Bem Vindo ao Guia de Anfíbios do Distrito Federal! 

O Distrito Federal é a menor unidade federativa Brasileira, com aproximadamente 5.000 km2 e está completamente inserido no Estado de Goiás. Possui clima do tipo “tropical de Savana” (Köppen, 1973) com chuvas concentradas entre outubro a abril (84% da precipitação anual). A precipitação varia entre 1200 a 1800 mm. A temperatura média anual varia entre 18 e 22 graus celsius. Cerca de 34% da área do Distrito Federal apresenta topografia plana a plana-ondulada e está acima da cota de 1.000m, mas a atitude chega a 750m no vale do Rio Maranhão.

A vegetação do Distrito Federal é típica do Cerrado, com predominância de formações savânicas e campestres. Ambientes florestais são menos representativos na paisagem, estando muitas vezes restritos aos fundos de vales, onde acompanham o curso de riachos e rios. 

A primeira lista de anfíbios do DF foi elaborada por Brandão & Araújo e publicada no livro “Cerrado – Caracterização e Recuperação de Matas de Galeria” em 2001 (EMBRAPA) mas, desde então, permaneceu desatualizada.  Aqui você encontrará a lista atualizada e poderá ver imagens e informações de cada uma dessas espécies. 

Apresentamos as espécies de anfíbios que ocorrem no Distrito Federal (DF) em uma lista atualizada, bem como informações gerais sobre essa fauna, ainda misteriosa para muitas pessoas.

Para acessar o guia que fica no site do Laboratório de Fauna Silvestre e Unidades de Conservação, clique aqui.

Como citar o Guia: Brandão, R. A., Maciel, S. & Álvares, G. F. R. 2016. Guia dos Anfíbios do Distrito Federal, Brasil. Disponível em  Acesso em (data).