Educação Ambiental

A noção de educação compreende a relação dialógica da práxis educativa que integra a Ecologia Humana, entendida como o enraizamento dos seres humanos nas suas bases biológica e sócio-cultural, que resultam no sentido do pertencimento à espécie e ao grupo social, interagindo com o impulso criativo de transformação do mundo para projeção de uma nova ordem. A Ecologia Humana nos permite a criação de sentidos, o que significa considerar o papel da subjetividade, da interação social, da gestão sustentável da natureza e do patrimônio cultural e ambiental dos povos do Cerrado.

A educação sob a ótica transdisciplinar e o reconhecimento da Ecologia Humana na tessitura complexa do mundo permitem ressignificar os conceitos de cidadania, sustentabilidade, qualidade de vida, democracia, liberdade, valores humanos, ultrapassando o sentido sócio-econômico da natureza para garantir a existência plena dos seres humanos, dos processos da vida, da diversidade das culturas e de todos os seres vivos com quem compartilhamos a vida na Terra. Além da preservação das culturas e dos seus valores, a educação com foco na Ecologia Humana invoca a identidade do passado e convoca as utopias do futuro para construir no tempo presente uma ação humana capaz de usufruir e cuidar do patrimônio planetário (cultura e natureza) e da qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

Alfabetização Ecológica

Nos livros didáticos usados em escolas públicas do ensino fundamental e médio no Distrito Federal, o Cerrado é tratado de maneira acrítica quanto à sua situação de degradação e importância para a manutenção da biodiversidade mundial. Todas as figuras dos livros mostram uma vegetação típica do cerrado sentido restrito com árvores tortuosas, sem considerar que o Cerrado possui formações campestres, savânicas e florestais, o que contribui para sua estereotipização como algo feio, inútil, improdutivo biologicamente e pouco diverso. O conteúdo é tratado em cada livro de maneira bem resumida, não levando em consideração a real importância do Cerrado para a manutenção da vida no Planeta Terra, por este motivo decidimos desenvolver o dvd “Alfabetização Ecológica: ABCERRADO” (2013) para oferecer um leque de informações gerais sobre o sistema biogeográfico do Cerrado aos educadores e contribuir na elaboração de um projeto de Educação Ambiental que envolva todos os sujeitos da escola – direção, professores, estudantes, funcionários, mães e pais – numa ação transversal e interdisciplinar dentro do Projeto Político Pedagógico de cada escola. 

O Cerrado como um sistema biogeográfico possui uma rica sociobiodiversidade e uma eco-história de 11 mil anos que não são reconhecidas nem valorizadas quer pelas políticas de proteção ambiental e instituições educativas, quer pelas próprias populações que nele habitam, especialmente urbanas. Com isso, o dvd Alfabetização Ecológica: ABCERRADO pretende contribuir na form-Ação dos participantes de uma comunidade, quer seja professores, mães e pais das família locais, estudantes, lideranças locais, dirigentes de instituições públicas e privadas, OnG’s, etc, para mostrar a cara do Cerrado e sensibilizar a todos em sua defesa e reverter os efeitos de devastação que vem sofrendo nas últimas décadas.

Existe um Cerrado Profundo (parafraseando ao antropólogo mexicano Guillermo Bonfil) formado pelas comunidades tradicionais e povos indígenas – vazanteiros, geraizeiros, quilombolas, veredeiros, raizeiras, ciganos, quebradeiras de coco, extrativistas, comunidades ribeirinhas, povos indígenas (Ava-canoeiros, Xavante, Karajá, Xerente, Tapuia, Javaé, Timbira (Krahó e Apinajé), Kayapó, Bororo, Xacriabá e outros) –  que precisam ser conhecidos, reconhecidos e valorizados na e pela sociedade brasileira pois eles são os guardiões e as guardiãs do Cerrado, nossos mestres.

A metodologia apresentada no dvd baseia-se no Projeto ABCerrado, a Matomática e o Bicho Serrador, idealizado pelo Prof. Paulo Pereira da Secretaria de Educação do Distrito Federal desde a década de 90’s.  A proposta promove a alfabetização de crianças a partir do alfabeto de plantas e animais do Cerrado e do seu cotidiano e contexto social, físico e cultural local. As atividades de leitura, interpretação e escrita de textos que tem o Cerrado como eixo e através de poesias, música, desenho, pintura, jogos, parlendas motiva-os a aprender a ler e a escrever mas vamos além das letras e números, ou seja, estimulamos valores imprescindíveis para a convivência entre humanos e não-humanos como solidariedade, respeito incondicional, amorosidade.
Ao invés de aprenderam o “A” do avião, aprenderão o A do araticum, uma fruta nativa do Cerrado que além de ser uma fruta que pode ser consumida ao natural, também pode ser utilizada em sucos, bolos, biscoitos e bolachas, picolés, sorvetes, geléias e diversos doces onde as crianças poderão aprender a degustá-la, plantá-la no quintal de casa e sentir que estão colaborando para melhorar o ambiente de sua moradia como da sua comunidade.

A alfabetização ecológica contempla não somente a decodificação dos signos para as crianças que estão aprendendo a ler e a escrever, mas sobretudo, a alfabetização de educadores do ensino fundamental e médio pois desejamos contribuir a que suas aulas dialoguem com as questões socioambientais locais e globais. No dvd apresentamos planos de ensino prontos para estimular e facilitar a dinâmica em sala de aula mas logicamente que cada educador@ terá a liberdade de modificá-los e/ou adaptá-los aos seus interesses didáticos e de seus estudantes. Não podemos ensinar aquilo que não sabemos, nem cuidar daquilo que não valorizamos, por este motivo é que precisamos investir na form-Ação dos professores e promover sua sensibilização e mobilização para a conservação/preservação/recuperação do planeta Terra, em específico do Cerrado, e para isso, precisamos investir na formação de cidadãos através da participação direta dos educadores/estudantes na sociedade, respeitando a diversidade local e favorecendo sua integração com o grupo e sua comunidade.

No dvd também irão encontrar um Glossário, uma Biblioteca, modelos de Oficinas vivenciais, Músicas, Videos e Links de instituições públicas e privadas relacionadas com questões ambientais.

O dvd também tem sido usado na Alfabetização de Jovens e Adultos em algumas escolas do DF como o Centro de Ensino Fundamental Engenho das Lages no Núcleo Rural Engenho das Lages, Gama-DF. De maneira que a nossa proposta não se restringe à educação infantil.

Caso alguma escola deseje a apresentação do dvd Alfabetização Ecológica: ABCerrado, entre em contato conosco:

Profa Dra Rosângela Corrêa: roscorrea@unb.br

Faculdade de Educação – Universidade de Brasília

1. Para ter acesso ao conteúdo do DVD, será necessário baixá-lo clicando aqui

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4. Aguardar o término da compactação automática da pasta. Caso o download não se inicie automaticamente, clicar na opção “baixar arquivo” ou “download” no menu a ser mostrado pelo seu navegador;

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6. Após o término do download, descompactar a pasta baixada,     pasta_download  clicando sobre ela com o botão direito do mouse;

7. Na pasta descompactada, procurar o arquivo “educacao_ambiental”.botao_inicio Ao localizá-lo, dar dois cliques com o botão esquerdo do mouse para abrir o conteúdo do DVD.

capa

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Ecologia Humana

Compreende-se a ecologia humana como um campo multirreferencial em que todas as ciências trazem contribuições, que resultam na compreensão de como podemos ser conhecedores de nós mesmos e do mundo, e como isto pode nos ajudar a transformar nosso estar no mundo e alimentar a transformação pessoal e sócioambiental. A ecologia humana como um campo aberto, interdisciplinar e pluriparadigmático, nos ajuda a exercitar nossa compreensão-ação do homem no mundo numa perspectiva de construir um processo educativo que possibilite ao sujeito individual ou coletivo re-fazer o seu fazer, a partir da ampliação do seu próprio ponto de vista de uma forma mais complexa, criativa, integral e dialógica.

“Não haverá verdadeira resposta à crise ecológica a não ser em escala planetária e com a condição de que se opere uma autêntica revolução política, social e cultural reorientando os objetivos da produção de bens materiais e imateriais. Esta revolução deverá concernir, portanto, não só às relações de forças visíveis em grande escala, mas também aos domínios moleculares de sensibilidade, de inteligência e de desejo”. (Guatarri 1990, p.9).

É a partir deste nível molecular que se inicia o processo de Educação Ambiental e Ecologia Humana. É na interface entre ecologia da mente, do desejo, do corpo, da linguagem, do esquecimento, da representação e da contradição, naquele campo onde cada homem é particular e geral, onde corpo e mente se tornam muitas vezes inimigos dissonantes, onde o coletivo é fruto das inúmeras tomadas de decisões de todos retroagindo sobre o todo, é ali que nós nos colocamos como observadoras participantes deste movimento para compreender e construir uma forma de diálogo de cada um consigo mesmo, com os outros internalizados nas suas mais variadas nuances, com o seu contexto de relações compreendidos como um processo de ação – interpretação – ação.

Por sua vez, este homem deve ser entendido como produto e produtor de uma cultura, da qual não deve ser dissociado. Segundo Guatarri, mais do que nunca a natureza não pode ser separada da cultura e precisamos aprender a pensar “tranversalmente as intenções entre ecossistemas, mecanosfera e universos de referências sociais e individuais” (1993, p.25).

Nessa perspectiva, compreende-se a ecologia humana como um campo multirreferencial em que todas as ciências trazem contribuições, que resultam na compreensão de como podemos ser conhecedores de nós mesmos e do mundo, e como isto pode nos ajudar a transformar nosso estar no mundo e alimentar a transformação pessoal e sócioambiental.

Nesse sentido, compreende-se a ecologia humana como um campo aberto, interdisciplinar e pluriparadigmático, que nos ajuda a exercitar nossa compreensão-ação do homem no mundo numa perspectiva de construir um processo educativo que possibilite ao sujeito individual ou coletivo re-fazer o seu fazer, a partir da ampliação do seu próprio ponto de vista de uma forma mais complexa, criativa, integral e dialógica.

A noção de educação compreende a relação dialógica da práxis educativa que integra a Ecologia Humana, entendida como o enraizamento dos seres humanos nas suas bases biológica e sócio-cultural, que resultam no sentido do pertencimento à espécie e ao grupo social, interagindo com o impulso criativo de transformação do mundo para projeção de uma nova ordem. A Ecologia Humana nos permite a criação de sentidos, o que significa considerar o papel da subjetividade, da interação social, da gestão sustentável da natureza e do patrimônio cultural e ambiental dos povos do Cerrado.

A educação sob a ótica transdisciplinar e o reconhecimento da Ecologia Humana na tessitura complexa do mundo permitem ressignificar os conceitos de cidadania, sustentabilidade, qualidade de vida, democracia, liberdade, valores humanos, ultrapassando o sentido sócio-econômico da natureza para garantir a existência plena dos seres humanos, dos processos da vida, da diversidade das culturas e de todos os seres vivos com quem compartilhamos a vida na Terra. Além da preservação das culturas e dos seus valores, a educação com foco na Ecologia Humana invoca a identidade do passado e convoca as utopias do futuro para construir no tempo presente uma ação humana capaz de usufruir e cuidar do patrimônio planetário (cultura e natureza) e da qualidade de vida das atuais e futuras gerações.

Essa concepção de ecologia humana diz respeito também à educação, que vem perdendo gradativamente em função da cultura de massa, da revolução informática, da problemática ambiental e das próprias discussões epistemológicas, suas referências de como formar às gerações futuras. É preciso descobrir novos caminhos pedagógicos para lidar com este momento.

A educação poderá auxiliar muito na transmissão e no fortalecimento de valores autotranscendentes, que envolvem as dimensões individual, social e planetária (Pato, 2011), como igualdade, justiça social, respeito ao outro e às diversas formas de vida, entre outros, visando a emergência de novas maneiras de Ser e de estar no mundo.

Neste sentido, cabe à educação reorganizar o processo de conhecimento, a partir de novas premissas, utilizando-se de todas as dimensões de que o ser humano dispõe, sejam elas racionais, emocionais, intuitivas e corporais, tendo como perspectiva que os grupos de indivíduos caminhem para uma construção própria que os ajude a se compreenderem melhor como coletivo de individualidades, inserindo-se no mundo com uma identidade, ou descobrindo-se como transitoriedade, ou mesmo se reconstituindo sob padrões que permitam rearticular seus valores, sua qualidade de vida e sua participação social.

Estes processos afetam todos os cidadãos, mas, certamente, não da mesma forma, uma vez que as camadas menos privilegiadas têm uma relação diferenciada, tanto com o processo produtivo como com o acesso aos produtos da cultura e natureza e as expectativas de construção identitária.

Em termos gerais, a concepção de educação ambiental adotada por nós visa resgatar a articulação entre os aspectos pessoais, socioculturais e naturais que dão sustentação à vida no planeta, de forma a recuperar a compreensão de que a qualidade e a sustentabilidade da vida incluem tanto a saúde das pessoas e grupos quanto a do próprio ambiente onde estes vivem.

É nesse sentido também que falamos de gestão ambiental. Gestão aqui é entendida como um processo de organizar as relações, mediando os diferentes interesses e necessidades de indivíduos, grupos e sistemas vivos e tecnológicos, buscando viabilizar as ações concretas que permitam solucionar as situações detectadas como problemas por estes mesmos grupos, sem ignorar as diferenças de perspectivas individuais. Esta gestão é entendida como participação e diálogo entre os diferentes atores, em torno de situações concretas, historicamente compreendidas e geograficamente contextualizadas.

A gestão ambiental deve ter por base a descoberta de princípios éticos que legitimem novas formas de organização das relações entre pessoas, grupos e destes com o ambiente, de modo a permitir administrar suas necessidades, desejos e problemas. Tais princípios éticos devem ser buscados a partir do modo de ser e de transformar o mundo característico de cada grupo, seus desejos, metas e estilos de vida próprios.

Porém,  como processo educativo,  a gestão ambiental precisa ir além dos estilos de vida atualmente praticados pelos grupos em questão, buscando fundamentar a construção ética das novas ações, a partir de um instrumental pedagógico que faça emergir uma autoconsciência pessoal e grupal singular e crítica, a consciência das potencialidades ainda não experimentadas e dos processos ecológicos que caracterizam a vida nos ecossistemas e exigem a transformação dos padrões de comportamento humano. Esta concepção de educação/gestão ambiental fundamenta-se em pressupostos de Ecologia Humana, nos quais a consciência de si e do outro é colocada como pré-requisito essencialmente necessário para que os papéis sociais possam ser exercidos de forma clara,  transparente,  dialeticamente associados e dissociados das identidades das pessoas  que os exercem, de maneira a permitir a sintonia entre as diversas partes de um todo organizado e direcionado para um projeto comum.

Assim, para que ocorra a construção das mediações que caracterizam os processos de gestão ambiental, é fundamental que se trabalhe dentro de uma meta educativa, entendida como ações que visam a vivência e a reflexão coletiva e crítico-criativa, necessária à descoberta dos valores que possam fundamentar o viver humano e as relações sociedade-natureza, tanto em nível dos grupos específicos como da comunidade mais geral.

DANSA, Claudia Valéria de Assis ; PATO, Claudia ; CORRÊA, Rosângela . Educação Ambiental e Ecologia Humana: Contribuições para um debate. In: Juracy Marques. (Org.). Ecologias Humanas. 1ed.Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2014, v. 1, p. 207-216.

11 de Setembro

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O Dia do Cerrado foi fixado em 11 de setembro, por decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva  em 2003 é também uma homenagem ao ambientalista e um dos fundadores da Rede Cerrado, Ary José de Oliveira, o Ary Pára-Raios. A data do nascimento do ambientalista, ator, diretor de teatro e árduo defensor dos direitos humanos e do meio ambiente nos compromete a seguir sua luta que é a de todas e todos que defendemos a Vida.

Ary Pára-Raios transformou a cultura do bioma Cerrado em arte mambembe, ele foi o fundador do grupo teatral Esquadrão da Vida – uma das mais conhecidas troupe de artistas do Distrito Federal. Comprometido com a causa socioambiental, Ary Pára-Raios participou de diversas discussões em audiências públicas e em reuniões de colegiados, onde fazia da arte um instrumento para transmitir o recado direto e correto para as autoridades e a sociedade civil. Entre vários debates que ele se envolveu, destaque para o Código Florestal.

Aos 63 anos, Ary Pára-Raios faleceu vítima de um câncer, deixando um legado de esperança para os brasileiros.

Documentos

Política Nacional de Educação Ambiental

A Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA foi instituída pela Lei nº 9.795/99, e tem a coordenação a cargo do Órgão Gestor, Ministérios do Meio Ambiente e da Educação. São atribuições do Órgão Gestor:

I – definição de diretrizes para implementação em âmbito nacional;

II – articulação, coordenação e supervisão de planos, programas e projetos na área de educação ambiental, em âmbito nacional;

III – participação na negociação de financiamentos a planos, programas e projetos na área de educação ambiental.

Nas escolas, a Educação Ambiental deverá estar presente em todos os níveis de ensino, como tema transversal, sem constituir disciplina específica, como uma prática educativa integrada, envolvendo todos os professores, que deverão ser treinados para incluir o tema nos diversos assuntos tratados em sala de aula.

http://www.ibram.df.gov.br/images/Educa%C3%A7%C3%A3o%20Ambiental/LEI%20FEDERAL%20N%C2%BA%209795%20DE%2027%20DE%20ABRIL%20DE%201999%20-%20Pol%C3%ADtica%20Nacional%20de%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20Ambiental.pdf

– Plano Distrital de Educação Ambiental

Distrito Federal, G. (Secretaria do Meio Ambiente) (2018). Plano Distrital de Educação Ambiental. Brasília, Brasil. Retrieved from https://indd.adobe.com/view/7cd2b8ca-79bb-4610-aa78-caffe0f2c8fd

Lei Distrital nº 3.833/2006– Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política de Educação Ambiental do Distrito Federal, cria o Programa de Educação Ambiental do Distrito Federal, complementa a Lei Federal nº 9.795/ 99 no âmbito do Distrito Federal, e dá outras providências.

– Lei Distrital nº 4.920/2012– Dispõe sobre o acesso dos estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal ao patrimônio artístico, cultural, histórico e natural do Distrito Federal, como estratégia de educação patrimonial e ambiental.

– Decreto Distrital nº 31.129/2009– Regulamenta a Lei nº 3.833, de 27 de março de 2006, que dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política de Educação Ambiental do Distrito Federal, cria o Programa de Educação Ambiental do Distrito Federal, complementa a Lei Federal nº 9.795/99, no âmbito do Distrito Federal, e dá outras providências.

– Resolução Conama nº 422/2010– Estabelece diretrizes para as campanhas, ações e projetos de Educação Ambiental, conforme Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999, e dá outras providências.

Decreto-DF-14783 -93 ÁRVORES TOMBADAS COMO PATRIMÔNIO ECOLÓGICO NO  DF:

Art. 1 ° – Estão tombadas como Patrimônio Ecológico do Distrito Federal as seguintes espécies arbóreo-arbustivas: copaíba (Copaifera langsdorffii Desf.), sucupira-branca (Pterodon pubescens Benth), pequi (Caryocar brasiliense Camb), cogaita (Eugenia dysenterica DC), buriti (Mauritia flexuosa L.f.), gomeira (vochysia thyrshoidea Polh), pau-doce (Vochysia tucanorum Mart.), aroeira (astromium urundeuva (Fr.All), Engl.) embiriçu (Pseudobombax longiflorum (Mart.,et Zucc.) a. Rob), perobas (Aspidosperma spp.), jacarandás (Dálbergia spp.) e ipês (Tabebuia spp.).
Parágrafo único – Patrimônio Ecológico consiste na reunião de espécies tombadas imunes ao corte em áreas urbanas, ficando a Secretaria do Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia SEMATEC – responsável por autorizar as exceções para execução de obras, planos, atividades ou projetos de relevante interesse social ou de utilidade pública.

https://cidadaoecologicobrasiliense.files.wordpress.com/2011/05/lei-df-14783-93-tombamento-de-espc3a9cies-de-c3a1rvores-do-df.pdf

 

Sites

Comissão Interinstitucional de Educação Ambiental do Distrito Federal – CIEA/DF

CIEA

A CIEA/DF é um colegiado com a tarefa de construir canais de diálogo para a efetiva implantação da Política Nacional de Educação Ambiental – PNEA (Lei nº 9.795/99) e da Política Distrital de Educação Ambiental – PDEA (Lei nº 3.833/2006).

Art. 2º. A CIEA/DF tem por finalidade promover a discussão, a gestão, a coordenação, o acompanhamento e a avaliação, bem como a implementação das atividades de educação ambiental no Distrito Federal.

REGIMENTO INTERNO DA COMISSÃO INTERINSTITUCIONAL DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO DISTRITO FEDERAL – CIEA/DF
(APROVADO EM 16 DE MAIO DE 2012):

http://www.ibram.df.gov.br/images/institucional/ciea/reg_interno.pdf

Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do Parque Nacional de Brasília

Popularmente conhecido como Água Mineral, o Parque Nacional de Brasília vai muito além de suas piscinas de águas correntes, que há anos encantam os brasilienses e turistas. São mais de 42 mil hectares de área; 260 mil visitantes anuais; duas trilhas (a Cristal Água – com cinco quilômetros e a Capivara – com aproximadamente 1,3 km); um Núcleo de Educação Ambiental; um espaço para prática de meditação, conhecido como Ilha da Meditação; diversos tipos de vegetação; e fauna abundante e diversificada, composta por espécies raras ou ameaçadas de extinção. Além das belezas naturais, os córregos e represas do parque são responsáveis por 25% do abastecimento de água da capital.

O Parque tem como objetivo básico a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico. O Parque abrange as regiões administrativas de Brasília, Sobradinho (DF), Brazlândia (DF) e o município goiano de Padre Bernardo.

O parque possui um Núcleo de Educação Ambiental – NEA, que tem como missão “atuar para a formação de uma consciência sócio-ambiental, comprometida com a ética e os valores humanos, na promoção do Desenvolvimento de Sociedades Sustentáveis” (DIAS, 2004, p. 69). O programa de Educação Ambiental do Núcleo de Educação Ambiental do PNB tem como Marco Conceitual as recomendações da Política Nacional de Educação Ambiental e observa ainda as recomendações da Diretoria de Educação Ambiental do IBAMA. Segundo essas premissas, o ambiente é visto em sua totalidade, superando a visão reducionista, meramente biológica, para configurar-se em dimensões socioambientais.
A missão do Núcleo de Educação Ambiental é atuar para a formação de uma consciência socioambiental, comprometida com a ética e os valores humanos na promoção do desenvolvimento de sociedades sustentáveis. Dentre os vários princípios desse núcleo podemos destacar: a valorização de uma sociedade democrática, ambientalmente correta e socialmente justa; a promoção da sustentabilidade do Parque Nacional de Brasília; utilizar recursos naturais e matérias de consumo de forma parcimoniosa; observar as orientações das políticas públicas: Legislação Ambiental, Sistema Nacional de Unidades de Conservação,
Política Nacional de Educação Ambiental.

Educação Ambiental do Jardim Botânico de Brasília

A Diretoria de Educação Ambiental do Jardim Botânico de Brasília, composta pelas Gerências de Oficinas Pedagógicas, de Apoio Educacional e de Biblioteconomia, é responsável pela coordenação e execução de programas de sensibilização da comunidade escolar e sociedade em geral para a preservação e conservação do meio ambiente, além do resgate e valorização de conhecimentos tradicionais das populações do Cerrado por meio do contato com a natureza.

Os visitantes podem desfrutar de trilhas que atravessam diferentes fitofisionomias do Cerrado. Algumas apresentam placas que identificam as espécies vegetais mais comuns. Em todos os roteiros são destacados aspectos relevantes à preservação e conservação do Bioma Cerrado.

Existem espaços onde os grupos atendidos podem aprender sobre práticas sustentáveis, como a Casa de Permacultura, o Jardim de Cheiros e a Biblioteca do Saber, local para realização de oficinas e também para o projeto Tela Verde – desenvolvido em parceria com o Ministério do Meio Ambiente – MMA, que disponibiliza mais de 80 vídeos sobre temas ambientais.

Os educadores ambientais do JBB atendem escolas da rede pública e particular de ensino, universidades e grupos em geral, agendados previamente. Os estudantes e o público em geral têm oportunidade de percorrer as trilhas e aprender sobre a flora e a fauna do Cerrado. O trabalho realizado com os visitantes possui abordagem científica em diálogo com  saberes tradicionais.

A visita guiada orienta para o acesso a uma ideia geral sobre o bioma em que vivemos, complementando na vivência o conteúdo teórico ministrado pelos espaços de educação formal.

A Educação Ambiental também apoia ações de prevenção a incêndios, fazendo campanhas junto à vizinhança para evitar a queima de podas e de lixo em seus lotes.

http://www.jardimbotanico.df.gov.br/educacao-ambiental/

Jardim Botânico de Brasília
SMDB, Área Especial, s/n – Lago Sul
Brasília – DF
Telefone
(61) 3366-5597
Email: ascom@jbb.df.gov.br

Por que FunBEA?

O FunBEA é uma iniciativa pioneira na área de políticas públicas de educação ambiental por ser um fundo privado de interesse público, que tem em sua governabilidade, a participação dos setores não governamental, empresarial, acadêmico e governamental. Os recursos do Fundo são obtidos de doações de pessoa física ou jurídica. O FunBEA potencializa ações públicas já existentes quanto novas propostas, projetos e programas vinculados à Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA), e voltados para o enraizamento da educação ambiental no país.

Financiamos projetos de ensino formal e não formal, de educação ambiental popular e comunitária oferecidos por Coletivos Educadores e outras estruturas e espaços educadores, formação e capacitação de profissionais oferecidos por instituições educativas, além de ações de interação e intervenção educativas voltadas para a sustentabilidade e responsabilidade global.

Os maiores diferenciais do FunBEA em relação a outros fundos para EA são apresentar regras menos rígidas do que os fundos ligados aos governos e poder captar recursos junto à iniciativa privada, grandes ONGs e organismos internacionais, fontes de recursos que raramente são ofertadas aos fundos estatais.

O FunBEA marca a trajetória da EA no país com a possibilidade de investimentos em ações estruturantes, articuladas com as ações dos governos municipais, estaduais e federais e suas políticas públicas, pautadas pelas demandas de educadores ambientais atuantes, permitindo o enfrentamento da chamada crise ambiental a partir destes financiamentos.

Site: http://www.funbea.org.br/

Redes

REDES TERRITORIAIS (ESTADUAIS, REGIONAIS E LOCAIS)

 REGIÃO SUDESTE

  1. Rede de Educação Ambiental do Rio de Janeiro – REARJ
  2. Rede Capixaba de Educação Ambiental – RECEA
  3. Rede de Educação Ambiental de São Carlos – REA-SC
  4. Rede Mineira de Educação Ambiental – RMEA
  5. Rede Paulista de Educação Ambiental – REPEA

6 Rede de Educação Ambiental da Bacia do Rio São João – REAJO (RJ)

  1. Rede de Educação Ambiental da Região dos Lagos – REA-LAGOS (RJ) (Sem informações atualizadas)
  2. Rede de Educadores Ambientais da Baixada Fluminense (RJ)
  3. Rede de Educadores Ambientais da Baixada de Jacarepaguá (RJ)
    10. Rede Estrada Parque de Educação Ambiental – (Barbacena – MG) (Sem informações atualizadas)
    11. Rede de Educadores Ambientais de Niterói (RJ) (Em reestruturação)

12.Rede de Educadores Ambientais do Médio Paraíba do Sul (RJ) (Em reativação)

  1. Rede de Educação Ambiental do Litoral Norte Paulista (SP)
  2. Rede de Educação Ambiental da Baixada Santista (SP)
  3. 15. Rede de Educação Ambiental da Serra dos Órgãos – REASO (RJ)
  4. Rede Proseando de Educação Ambiental de Ribeirão Preto (SP)

 REGIÃO NORDESTE

  1. Rede de Educação Ambiental da Bahia – REABA (BA)
  2. Rede de Educação Ambiental da Paraíba – REAPB (PB)
  3. Rede de Educação Ambiental de Alagoas– REAAL (AL)
  4. Rede de Educação Ambiental do Rio Grande do Norte – REARN (RN)
  5. Rede Cearense de Educação Ambiental (CE) (Em reativação)
  6. Rede Nordestina de Educação Ambiental (Desativada)
  7. Rede de Educação Ambiental de Pernambuco (Desativada)
  8. Rede de Educação Ambiental de Sergipe (Em reativação)
  9. Rede de Educação Ambiental do Maranhão – REAMA (Desativada)

REGIÃO CENTRO-OESTE

  1. Rede de Educação e Informação Ambiental de Goiás – REIA-GO (Em reativação)
  2. Rede Matogrossense de Educação Ambiental – REMTEA
  3. Rede de Educação Ambiental do Mato Grosso do Sul – REAMS
  4. Rede Pantanal de Educação Ambiental – AGUAPÉ  (Em reativação)
  5. Rede de Educação Ambiental do Cerrado – REA Cerrado (Desativada)
  6. Rede de Educação do Distrito Federal (Desativada)

REGIÃO NORTE

  1. Rede Paraense de Educação Ambiental – REDEPAEA
  2. Rede Acreana de Educação Ambiental – RAEA (Desativada)
  3. Rede Carajás de Educação Ambiental (Desativada)
  4. Rede de Educadores Ambientais da BR 222 (Pará e Maranhão) (Desativada)
  5. REARO – Rede de Educação Ambiental de Rondônia
  6. Rede Voluntária de Educação Ambiental (Belém- PA) (Desativada)
  7. Rede de Educação Ambiental do Amazonas (Em reestruturação)

REGIÃO SUL

  1. Rede Sul Brasileira de Educação Ambiental – REASUL
  2. Rede Paranaense de Educação Ambiental – REA-PR
  3. Rede Educação Ambiental da Bacia do Itajaí – REABRI (Desativada)
  4. Rede Regional de Educação Ambiental da Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos (Desativada)

43.Rede de Educação Ambiental Gaúcha Integradora – REAGI (Desativada)

REDES TEMÁTICAS

  1. Rede Universitária de Programas de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis – RUPEA
  2. Rede de Informação e Documentação em Educação Ambiental – IIDEA
  3. Rede ECOSURFI
  4. Rede de Centros de Educação Ambiental – REDE CEAS (Em reestruturação)
  5. Rede Brasileira de Educomunicação – REBECA (Desativada)
  6. Rede de Educação Ambiental Costeira e Marinha – REACOMAR 
  7. Rede Materiais de Educação Ambiental
  8. Rede de Educação Ambiental para Escolas Sustentáveis(Em reestruturação)
  9. Rede de Educação Ambiental Linha Ecológica
  10. Rede de Educação Ambiental da Primeira Infância – REAPI
  11. REDE DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL INCLUSIVA  (Sem informações atualizadas) 

  REDES DE JUVENTUDE

     55- Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade – REJUMA (Em reativação)

  1. Rede Olhares da Juventude (Em reativação)
  2. Articulação Nacional dos Coletivos Jovens de Meio Ambiente no Brasil(Em reestruturação)
  3. RECEJUMA (Desativada)

ARTICULAÇÃO DE REDES DA MALHA DA REBEA

REDE DO LAGO – Rede de diálogos entre facilitadores de várias redes estaduais/territoriais para o fortalecimento dos Diálogos Inter Redes

REDES EM DIÁLOGOS COM A REBEA

Não integram a Facilitação Nacional da REBEA

RASES – Rede temática de Ambientalização e Sustentabilidade na Educação Superior

FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGs , Movimentos Sociais

REBAL – Rede Brasileira de Agendas 21 Locais

REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental

GEAI / REVISTA EA EM AÇÃO

Rede JATAIAPIS

Rede Rampa de Acesso Livre

REDES EM DIÁLOGOS COM A REBEA

REDES INTERNACIONAIS DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Não integram a Facilitação Nacional da REBEA

Rede de Educação Ambiental Latina – REALatina

Rede Ibero-Americana de Educação Ambiental e Turismo – REATur

Rede Lusófona de Educação Ambiental 

Alianza de Redes Iberoamericanas de Universidades por la Sustentabilidad y el Ambiente  – ARIUSA

Planejamento e Elaboração do Documento: Facilitadores da Rede IIDEA (RJ);  Pesquisa: Jacqueline Guerreiro (jacguerreiro@gmail.com);

Sistematização: Jacqueline Mira (listasrebea@yahoo.com.br), Maiqui Barbosa (listasrebea@yahoo.com.br)

FONTES UTILIZADAS:

    1. a) http://encontrorebea.blogspot.com.br/p/as-redes-da-malha-da-rebea.html

 

    1. b) Levantamento realizado por Jacqueline Guerreiro (REARJ e Rede IIDEA) em 2014, por ocasião das discussões acerca do VIII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

 

    1. c) Discussão travada nas listas de discussão da REBEA e da Facilitação Nacional da REBEA em 2014 sobre levantamento das redes existentes

 

    1. d) Levantamento de Antônio Guerra (REASUL) em 2016, por ocasião das discussões sobre o IX Fórum Brasileiro de Educação Ambiental

 

  1. e) Mensagens na Lista da REBEA e da Facilitação Nacional da REBEA em 2016-2017

Jogos

Publicações

Publicações:

DANSA, Claudia Valéria de Assis ; PATO, Claudia ; CORRÊA, Rosângela. Educação Ambiental e Ecologia Humana: Contribuições para um debate. In: Juracy Marques. (Org.). Ecologias Humanas. 1ed. Feira de Santana: Universidade Estadual de Feira de Santana, 2014, v. 1, p. 207-216.

Resumo:

Compreende-se a ecologia humana como um campo multirreferencial em que todas as ciências trazem contribuições, que resultam na compreensão de como podemos ser conhecedores de nós mesmos e do mundo, e como isto pode nos ajudar a transformar nosso estar no mundo e alimentar a transformação pessoal e sócioambiental. A ecologia humana como um campo aberto, interdisciplinar e pluriparadigmático, nos ajuda a exercitar nossa compreensão-ação do homem no mundo numa perspectiva de construir um processo educativo que possibilite ao sujeito individual ou coletivo re-fazer o seu fazer, a partir da ampliação do seu próprio ponto de vista de uma forma mais complexa, criativa, integral e dialógica.

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– Sá, L. M. B. M. Educação Ambiental e Ecologia Humana: Fundamentos Para um Debate. Linhas Críticas (UnB), Brasília, n.2, p. 9-12, 1996.

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–  Souza, M. L. do V. e, Andrigueto, A. C., & Souza, R. C. P. F. de. (2015). Educando pelas trilhas do Cerrado. Um roteiro de ações para introduzir a educação ambiental em escolas e comunidades (2nd ed.). Brasília: Rede de Sementes do Cerrado.

Educando pelas trilhas do Cerrado, a Associação dos Amigos das Florestas (AAF), em parceria com a Rede de Sementes do Cerrado, propõe um roteiro de ações para introduzir a educação ambiental em escolas e comunidades, incentivando a preservação da vida por meio da cooperação, de parcerias e de participações em rede. As ações de educação voltadas para a sustentabilidade, vivenciadas nas diversas atividades do Projeto Semeando o Bioma Cerrado, dirigidas a um público infanto-juvenil, a professores e à comunidade em geral, repassam, por meio de uma abordagem transdisciplinar, princípios básicos da ecologia, mas, acima de tudo, estimula um profundo respeito pela natureza.

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Pato, Cláudia, Sá, Mourão & Catalão, Vera Lessa. Mapeamento de tendências na produção acadêmica sobre Educação Ambiental. Educ. rev. [online]. 2009, vol.25, n.3, pp.213-233. ISSN 0102-4698. 

Este trabalho procurou configurar o cenário das pesquisas apresentadas na área de Educação Ambiental – EA nas reuniões anuais da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação – Anped, no período de 2003 a 2007, a partir da solicitação do grupo de EA da Anped (GT-22). Buscou-se, com isso, elucidar as tendências temáticas, teóricas e metodológicas na produção acadêmica sobre EA e compreender a diversidade que constitui esse campo de investigação e de ação pedagógica. Foram considerados 66 trabalhos apresentados nas cinco reuniões analisadas. Os resultados foram articulados considerando-se: evolução da temática; linha temporal associada à diversificação temática, teórica e metodológica; localização espacial; e articulação entre as áreas ambiental, de educação e de EA. Observa-se concentração da produção no eixo sul-sudeste do Brasil, predominância da abordagem socioambiental e de uma visão crítica da EA ao longo dos anos e ênfase na educação formal e no método qualitativo.

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– Pereira, Aracy Roza Sampaio. As águas que nos nutrem, conectam e ensinam: uma pesquisa-ação no Parque Olhos D’água, Brasilia, DF / Aracy Roza Sampaio Pereira; orientador Profa. Dra. Cláudia Márcia Lyra Pato. — Brasília, 2015.

Resumo: A presente dissertação encontra-se referenciada nos pressupostos epistemológicos do paradigma da complexidade e da ecologia de saberes, através de uma compreensão reflexiva sobre o período de crise ambiental e transição paradigmática em que vivemos. Busca contribuir através do estabelecimento de conexões teóricas entre a ecologia e a educação, para o desenvolvimento de práticas educativas ambientais.
A educação ambiental desenvolvida possui alicerces na construção do sujeito ecológico, utilizando as bases epistemologicas da ecologia humana e da ecologia profunda para compreender a interação entre humano e meio ambiente, em suas distintas naturezas e propósitos.
Trata-se de uma pesquisa-ação, de referência existencial e integral, desenvolvida no Ecoparque, um espaço conceitual e físico, de educação e ludicidade, dentro do Parque Olhos D’Água, em Brasília, Distrito Federal, através do desenvolvimento de práticas de educação ambiental despertas a uma reflexão crítica da localidade e nutridoras de uma ecologia assente na conexão e interdependência do ser humano com toda a teia da vida, utilizando a Água como elemento pedagógico central.

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– TAMAIO, Irineu; LAYRARGUES, P. P. Quando o Parque (ainda) não é nosso. educação ambiental, pertencimento e participação social no parque sucupira, Planaltina (DF). Revista espaço e geografia 17.1 (2014).

Resumo: O presente estudo parte da premissa teórica das macro tendências político ideológicas da Educação Ambiental como referências estruturantes para analisar os sentidos presentes nas práticas de Educação Ambiental desenvolvidas no âmbito do
Parque Sucupira, situado em Planaltina (DF). A pesquisa constatou a presença de elementos próprios da macrotendência conservacionista, mas também evidenciou haver uma tônica na abordagem crítica da Educação Ambiental, na medida em que se constatou uma regularidade marcante na perspectiva do desenvolvimento do senso de pertencimento social da comunidade de Planaltina acerca dessa área natural protegida. Uma interpretação possível para esse fenômeno é o fato desta Unidade de Conservação ter sido oficialmente criada há mais de quinze anos, mas na prática não ter sido minimamente institucionalizada pelo poder público responsável por sua gestão.

– TAMAIO, Irineu. Educação Ambiental e Mudanças Climáticas – Diálogo necessário num mundo em transição. Brasília: MMA, 2013.

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– SOUSA, Maristela Gonçalves Nascimento Resende de. A prática da educação ambiental em uma escola pública do Distrito Federal: um estudo de caso no ensino médio. 2009. 133 f. Dissertação (Mestrado em Educação)-Universidade de Brasília, Brasília, 2009.

Resumo: Este trabalho discute a inserção da Educação Ambiental por meio de um estudo de caso em uma escola de ensino médio da rede pública do Distrito Federal, utilizando como metodologia a etnopesquisa orientada pela escuta sensível dos seus protagonistas. Investiga-se de que forma acontece a inserção da Educação Ambiental (EA) na escola com intenção de compreender e avaliar à luz das referências dos seus autores e atores as dificuldades e acertos, identificando aspectos facilitadores dessa implantação na perspectiva de uma abordagem transversal das questões socioambientais no ensino formal. Pode-se afirmar que a temática Meio Ambiente está inserida no Projeto Político Pedagógico da escola, nas atividades de plantio, nas oficinas de reciclagem, nas campanhas de sensibilização, na pintura da escola, no teatro, na música, mas ainda não é possível afirmar que está enraizada na escola por meio de práticas transversais de EA entendidas como tal pelos professores e alunos. Os projetos, apesar de contemplarem ações de EA, não o fazem de forma explícita. Percebe-se que os rótulos, assim como o entendimento restrito do que é EA, muitas vezes limitam o alcance dos processos. No contexto de demandas e carências (modulação, rotatividade de professores e programa de correção de fluxo) que a escola pública tem enfrentado, a pesquisa demonstrou que existe uma demanda dos professores em desenvolver projetos de EA. É possível identificar uma demanda por uma formação continuada capaz de repercutir na autoformação desses educadores e que seja capaz de estimular a construção de estratégias interdisciplinares na organização do trabalho pedagógico e favorecer uma leitura crítica e sensível dos problemas ambientais. 

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Eventos

O Encontros e Diálogos com a Educação Ambiental – EDEA é um evento promovido pelos/as discentes e docentes do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental – PPGEA, da Universidade Federal do Rio Grande – FURG. A edição de 2018 apresenta a temática “Como ser coletivo em tempos de retrocesso?” e o evento será realizado nos dias 26, 27 e 28 de novembro, nas dependências da FURG, no CIDEC-SUL.

​Palestrantes confirmados:

Carlos Frederico Bernardo Loureiro; Ivo Dickmann; Vânia Chaigar; Silvana Campos; Ana Paula Borges Ramos; Fernando de Araújo Penna; Enrique Leff.

O período de inscrições será nas seguintes datas:

Ouvintes: de 20/05 a 25/11

Apresentadores/as: 20/05 a 20/08

Submissão de trabalho: 20/05 a 20/08

 

Publicações:

Anais

Todos os textos (artigos e resumos) aceitos para apresentação no X EDEA serão publicados nos Anais do evento, organizado em e-book com ISBN a ser lançado ainda em 2018.

Possibilidade de publicação nos periódicos do PPGEA (Remea e Ambiente e Educação):

Neste ano em que o EDEA comemora sua décima edição, os/as participantes inscritos/as na modalidade ARTIGO terão possibilidade de serem indicados/as pelos/as pareceristas para publicarem seus textos em um dos periódicos.

 

O evento contará ainda com a possibilidade de isenção na taxa de inscrição caso necessário.

 

Site do evento: https://edeafurg.wixsite.com/2018

Página no Facebook: https://www.facebook.com/edeappgea/

 

Pedimos a divulgação do evento nas Redes de Educação Ambiental, Grupos de Pesquisa e Universidades.